Colheita de café deverá crescer menos este ano

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O Brasil vai produzir menos café do que se esperava. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reviu sua projeção para a safra 2010 de café e estimou a produção brasileira em 47,04 milhões de sacas. O volume representa uma queda de 0,5% em relação à média da primeira estimativa da entidade, realizada em janeiro, que apontou uma produção entre 45,89 milhões e 48,66 milhões de sacas.

O motivo para o ajuste na oferta foi o clima desfavorável aos cafezais no Espírito Santo, nas regiões da Zona da Mata, Rio Doce e Jequitinhonha em Minas Gerais e na região Atlântico na Bahia. Segundo a Conab, houve uma "inversão climática", que gerou estiagem em dezembro de 2009, seguida por um período de altas temperaturas.

A produção de 2010, no entanto, será 19,2% maior do que a safra passada. Isso se deve ao ciclo bienal da cultura, que alterna safras de grande e de baixa produção. Em 2009 foram colhidas 39,4 milhões de sacas durante o ciclo de baixa na produção de café.

Como reflexo da oferta menor em 2009, as exportações nos primeiros quatro meses de 2010 somaram 9,65 milhões de sacas, 4% a menos que no mesmo período de 2009, segundo o Conselho de Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em abril, foram embarcadas 2,25 milhões de sacas, queda de 9,7% em relação a abril de 2009.

A receita com as vendas externas, no entanto, reflete a recuperação dos preços no mercado internacional. Em abril as exportações renderam US$ 354,7 milhões, 8,3% a mais do que em abril de 2009. No acumulado do quadrimestre os embarques somaram US$ 167,9 milhões, crescimento de 12%.

Apesar da queda nas exportações, o café brasileiro vem ganhando espaço no mercado internacional, com os problemas de oferta na América Central e Colômbia. Ontem, o diretor do Departamento de Café do Ministério da Agricultura, Robério Oliveira Silva, disse que a bolsa de Nova York avalia a possibilidade de o produto brasileiro ser negociado nos EUA. A bolsa americana estuda a hipótese de aceitar o café brasileiro há quase dez anos. (AI, com Agência Brasil)

Fonte: Valor Econômico

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