Clima no Brasil sustenta preço do café em Nova York

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Chuvas e geadas em áreas produtoras de café do Brasil podem prejudicar a colheita nos próximos dias e investidores apostaram ontem na valorização da commodity na Bolsa de Nova York. Os preços do café haviam recuado 25% neste ano, diante da expectativa de uma safra volumosa no Brasil, mas a queda das temperaturas na semana passada despertou preocupações.

Os contratos do café para entrega em julho fecharam em alta de 0,34%, cotados a 175,20 centavos de dólar por libra-peso. Outro fator importante é a perspectiva de uma safra global menor de café de qualidade: o clima está úmido demais para o desenvolvimento da safra em regiões da Colômbia e do México. Na Guatemala, a umidade favorece o surgimento de fungos e, em Honduras, faltam chuvas.

A valorização do café foi modesta, entretanto, porque a segunda-feira foi de muitas incertezas nos mercados, principalmente por causa do resultado das eleições presidenciais na França, onde o candidato vitorioso, o socialista François Hollande, sinalizou que pode ser menos rígido em relação às medidas de austeridade adotadas no governo de Nicolas Sarkozy. Com medo do risco, investidores saíram de alguns mercados de commodities. O algodão fechou em baixa de 1,50% e o suco de laranja, de 3,43%.

Na Bolsa de Chicago, além da influência pela situação econômica instável, os grãos acompanharam os fundamentos. A soja caiu mais, 0,85%, com a expectativa de aumento da área cultivada com a oleaginosa nos EUA. Participantes também venderam para embolsar lucro.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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