Cinco mil produtores vão a Brasília pedir impeachment

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Acatando recomendação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) reuniu-se ontem à tarde em Goiânia e decidiu de defender o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Das 26 federações vinculadas à CNA, apenas a Federação da Agricultura do Tocantins se manterá ausente das manifestações pró – impedimento. Kátia Abreu é ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do atual governo e é senadora daquele Estado.

Ela presidia a CNA quando foi convidada, pessoalmente, para compor o ministério da presidente, após a eleição de 2014, embora eleita pela legenda do PMDB.

O presidente da Faeg, José Mário Schreiner, manteve encontro com lideranças do segmento agropecuário e do Fórum Empresarial de Goiás, na sede da entidade, em Goiânia. Na oportunidade, teceu considerações sobre o pedido de afastamento de Dilma Rousseff pelo Congresso Nacional.

Considerou importante o trabalho conjunto das forças produtivas “neste momento, com o objetivo de construir propostas para a retomada da normalidade econômica e social do País”.

Segundo ele, dez milhões de pessoas, atualmente, estão desempregadas no segmento agro-pecuário, em função da grave crise brasileira, que ele atribui ao despreparo da atual administração e as “mazelas” praticas com o consentimento do seu partido.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Pedro Alves de Oliveira, lembrou que há 34 anos é produtor de arroz. Ele lamentou a “incitação ao crime praticada por líderes classistas ligados ao governo”, que defendem as invasões da propriedade. Abordando a economia do segmento, lembrou que o Produto Interno Bruto (PIB) industrial caiu para 15%.

“O País precisa ser forte, precisa de uma indústria forte, para que possa dispor de uma agroindústria forte”, comentou. Ele pregou a união do setor produtivo para que “possamos buscar resultados positivos”. Disse, ainda, da necessidade de melhor e contínua qualificação profissional para tornar o Brasil mais competitivo. Por último, o presidente da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA), Hugo Goldfeld, condenou o chamou de “corrupção desenfreada e sem precedentes e carência total de educação, saúde”.

Mobilização em Brasília

Foi traçado o esquema da mobilização do movimento “Vamos tirar o Brasil da Lama”, que levará a Brasília milhares de produtores rurais de todo o País, no dia 17. A idéia é manifestar através de cartazes, faixas, chapéus, camisetas contra o atual governo. E levar em consideração fatores como a desestabilização da economia, inflação, desemprego, queda de rentabilidade e do poder aquisitivo e a incitação à violência no campo, como invasão de propriedades, e, finalmente, acompanhar a votação do impeachment na Praça Portugal, nas proximidades da Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Um telão estará à disposição das caravanas. Um trator inflável puxando o Brasil da lama de dez metros de altura por doze de largura será o principal chamativo do local, segundo os organizadores do movimento.

Ônibus partirão de vários estados em direção a Brasília. Da região do Entorno do DF seguirão sete caravanas. A recepção às caravanas se dará na Capital Federal, onde os cinco mil produtores vinculados aos sindicatos rurais, cooperativas e associações agropecuárias se encontrarão. Haverá estrutura física para atender as pessoas, caso de água e lanches, além de sanitários.

Fonte: Diário da Manhã (Wandell Seixas)

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