Chuvas durante a colheita geram preocupação quanto à qualidade do café, informa CNC

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BALANÇO SEMANAL — 06 a 10/06/2016

Ocorrência de chuvas durante a colheita gera preocupação a respeito da qualidade do café

QUALIDADE — Em visitas a regiões produtoras, temos observado cenários distintos e alguns bastante preocupantes. Na condição de representantes setoriais, temos o cuidado de não mencionarmos a situação de uma parte como a de toda a cafeicultura, mas cabe alertar que, em Minas Gerais, especialmente na região sul do Estado, as constantes chuvas têm retardado os trabalhos de cata e já impactam negativamente na qualidade.

Nesta semana, a Superintendência Comercial da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel) comunicou que, em função da ocorrência das precipitações nessa fase de colheita, 50% dos cafés de sua área de atuação se encontram no chão, fato que gerará significativa perda de qualidade e, consequentemente, prejuízo aos cafeicultores.

Frente a esse cenário, a Cocatrel manifestou, ainda, sua preocupação com uma redução qualitativa ainda maior caso as chuvas continuem, o que poderá depreciar os frutos nos pés e comprometer o abastecimento do mercado, em especial o internacional. Antes das precipitações, a Cooperativa estimava uma safra de 1,4 milhão de sacas. Os trabalhos de colheita estão em 5%.

SAFRA 2016/17 — Em relação ao desenvolvimento da safra 2016/17, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) alerta que o clima úmido pode ameaçar a expectativa de alta qualidade. Até a semana passada, embora lotes pontuais da colheita apresentassem grãos fermentados, a maior parte dos cafés enviados à prova revelou bons atributos, com percentual de peneiras maior e boa bebida. O quadro abaixo resume as informações levantadas pela instituição nas principais praças.


MERCADO — Os futuros do café registraram novas valorizações nesta semana. A fraqueza do dólar aliada às condições climáticas no Brasil, com chuvas prejudicando a operação de colheita e previsão de passagem de massas de ar polar nas regiões produtoras, favoreceram a inclinação positiva dos preços.

Ontem, o dólar comercial foi cotado a R$ 3,4035, com queda de 3,5% em relação ao fechamento da última sexta-feira. No âmbito externo, a valorização do petróleo e a redução das apostas na elevação dos juros dos Estados Unidos e, no Brasil, as expectativas quanto à nova gestão do Banco Central foram os principais fatores que influenciaram o comportamento da moeda norte-americana nos últimos dias.

Na ICE Futures US, o vencimento julho do Contrato C foi cotado, na quinta-feira, a US$ 1,3395 por libra-peso, com alta de 685 pontos em relação ao fechamento da semana anterior. O vencimento julho do contrato futuro do robusta, negociado na  ICE Futures Europe, encerrou o pregão de ontem a US$ 1.685 por tonelada, com valorização de US$ 44 na comparação com a sexta-feira passada.

No mercado físico nacional, os preços da saca de café registraram evolução na semana, mas continuam aquém do que o esperado pelos produtores. Os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e conilon foram cotados, ontem, a R$ 475,46/saca e a R$ 390,16/saca, respectivamente, com variação de 1,8% e 0,7% em relação ao fechamento da semana anterior.

Atenciosamente,

Silas Brasileiro
Presidente Executivo

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