Cerrado Mineiro espera vender 100 mil sacas com selo de origem em 2013

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Os produtores de café do Cerrado Mineiro devem vender neste ano cerca de 100 mil sacas lacradas com o selo de qualidade e origem no mercado interno e para o exterior. A expectativa é da Federação dos Cafeicultores da região, responsável por conceder a certificação e controlar sua utilização. 

“Vamos aumentando gradualmente. E a meta é proporcional à movimentação da cooperativa (em volume). Mas a gente quer crescer de forma controlada para não inundar o mercado”, diz Juliano Tarabal, diretor de marketing da Federação.

Ele explica que o processo envolve análise e controle de informações sobre os cafés a serem vendidos. Pode ter direito a usar o selo, o cafeicultor que produz na área demarcada como região do Cerrado Mineiro e seja associado a uma das cooperativas que integram a entidade. “O produtor ainda tem que assinar um termo de responsabilidade alegando que respeita as leis sociais e ambientais do país”.

Quando o produtor pede a certificação, uma amostra do café é separada para análise laboratorial. O produto deve receber pelo menos 75 pontos de acordo com a metodologia da Sociedade Americana de Cafés Especiais (SCAA, na sigla em inglês), o que classifica como, no mínimo “muito bom”.

Constatada a adequação aos critérios da certificação, o selo é costurado em cada saca. São emitidos também um certificado e um laudo de qualidade, entregues ao comprador. Por um código de barras, é possível ter acesso à qualidade, aos dados da análise, da propriedade de origem e ao nome do produtor.

O diretor da Federação dos Cafeicultores explica ainda que a certificação é feita por lote a ser vendido. O custo é de R$ 1,80 por saca. “O produtor pode repassar, o que naturalmente acontece, ou a cooperativa pode pagar. É um custo operacional”, explica Tarabal, dizendo que mais de 200 produtores já certificaram lotes de café.

A região do Cerrado Mineiro abrange 55 municípios e reúne 4,5 mil produtores. Em 170 mil hectares, são produzidas 5 milhões de sacas anuais. De acordo com a diretoria da Federação dos Cafeicultores, cerca de 3 mil cafeicultores estão ligados às cooperativas e associações que integram o sistema da entidade.

Para Juliano Tarabal, a certificação vai ao encontro de uma tendência de mercado, com demanda maior por cafés certificados por origem, como é o caso do Cerrado Mineiro. “O mercado de origens está crescendo no geral. O consumidor quer saber de onde vem o produto, que conhecer o produtor. É uma tendência que abrange todos os produtos alimentícios, não só o café”.

Fonte: Globo Rural

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