Capuccino, chocolate quente e café estão mais caros neste inverno

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As principais bebidas da mais fria estação do ano, como o capuccino, o chocolate quente e o café estão mais caras neste ano, segundo um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do R7.

O efeito, segundo o economista André Braz, da FGV, não se dá por causa da chegada da estação, mas pela aceleração de preços dos alimentos como um todo, além dos efeitos da sazonalidade na produção – ou seja, como o clima afeta o que é produzido.

– O aumento nos preços desses produtos já vem acontecendo ao longo do ano, mas como nessa época as pessoas consomem mais, elas acabam sentindo mais no bolso. No caso do leite, no entanto, tem o fator da diminuição das chuvas nas regiões de pecuária, o que acaba pressionando os preços nesta época.

De acordo com Braz, a diminuição do capim nas pastagens faz com que o gado tenha menos alimento e, com isso, a produção de leite é afetada. Essa inversão na balança é que contribui para o aumento nos preços, já que o volume produzido diminui.O café em pó que serve como acompanhamento para as bebidas foi o que ficou mais caro. O motivo também tem a ver com a produção, mas neste caso, a mudança ocorre devido ao ciclo bianual de colheita. Como os estoques neste ano estão baixos, o grão fica mais escasso e o preço dispara.

As bebidas achocolatadas também acumulam alta acima da inflação geral de preços, em 6,4%, segundo a FGV. Apesar disso, o produto não pressiona a cesta de alimentos, já que não representa um item essencial na mesa dos brasileiros, sendo consumido especialmente nesta época do ano.

A boa notícia para os amantes do founde é que o vinho ficou mais barato neste ano, graças à queda do dólar perante o real e à produção em alta do vinho nacional.

Os acompanhamentos, no entanto, estão mais caros. Os queijos tiveram reajuste que chega ao dobro da inflação, como é o caso da mussarela. Segundo o economista, o aumento também está relacionado ao aumento no preço do leite, o que afeta toda a produção de laticínios.

Com tanto aumento de preço, comer fora de casa representa um gasto ainda maior, uma vez que os donos de lanchonetes e cafés ainda embutem o custo do serviço (mão de obra e aluguel de imóvel) nos produtos. Sendo assim, quem não quiser abrir mão das delícias de inverno, a dica é preparar os quitutes em casa.

Fonte: R7

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