Cafés especiais mostram enorme crescimento no Leste Africano

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Nos últimos anos, o Leste Africano passou por melhoras dramáticas na qualidade e na diversidade geográfica de seus cafés especiais, de acordo com um relatório da organização sem fins lucrativos, TechnoServe.

A região agora produz aproximadamente 25% mais café de alta qualidade do que produzia há dez anos, beneficiando pequenos produtores, que produzem café, e companhias de cafés especiais que buscam sabores novos e melhores para trazer aos consumidores.

O relatório da TechnoServe destaca o impacto da iniciativa de quase dez anos chamada Coffee Initiative, que resultou em um aumento de quase 8.000 toneladas de cafés especiais anualmente, 340 novas ou melhoradas plantas de processamento de café, US$ 25 milhões em novos investimentos corporativos e mais de um quarto de milhão (268.000) produtores se beneficiando na região.

“Tradicionalmente, os cafés especiais no Leste Africano vêm de somente algumas regiões”, disse o diretor global de café da TechnoServe, Paul Stewart. “Porém, com o incrível crescimento do setor de cafés especiais da região, existem agora dúzias de novas áreas ao redor do Leste Europeu que estão produzindo café de alta qualidade e atraindo interesse de companhias de cafés especiais pela primeira vez. Isso está mudando a forma como os compradores de café buscam nessa região e melhorando as rendas de centenas de milhares de pequenos cafeicultores”.

Financiado pela Bill & Melinda Gates Foundation e implementado pela TechnoServe, a Coffee Initiative alcançou uma série de importantes marcos. Desde seu começou, melhorou a renda média dos produtores de café em 27%. Isso foi alcançado através do treinamento de quase 140.000 cafeicultores na Etiópia, no Quênia, em Ruanda e na Tanzânia em boas práticas agrícolas, resultando em aumentos médios no rendimento de 38% (e aumentando).

A iniciativa ajudou grupos de produtores a estabelecer 195 novas plantas de processamento e a melhorar as operações de 145 plantas adicionais, um componente crítico para melhorar a qualidade do café e os preços de venda.

Isso também ajudou os produtores a se conectar com bancos, exportadores e outros membros do mercado para ter acesso a mais de US$ 21 milhões de financiamento e a obter um aumento médio no preço de US$ 1,64 por cada quilo de café vendido.

De acordo com a Technoserve, o setor de café tem uma promessa particular para o desenvolvimento econômico da África. Embora o continente seja local para alguns dos melhores cafés do mundo e mais da metade dos produtores de café do mundo, ele é responsável por apenas 10% da produção global de café.

Ao mesmo tempo, o mercado internacional de café está crescendo em 140.000 toneladas por ano, equivalente à produção anual de Quênia, Ruanda, Tanzânia e Burundi combinados. E, diferentemente das indústrias como extrativas, 60-70% do preço de exportação vai diretamente aos pequenos produtores.

Cooperativas de produtores de café, como Duromina, na Etiópia, representam um tipo de sucesso que os produtores alcançaram nos últimos anos. Anteriormente produzindo café de baixa qualidade por preços baixos, a cooperativa recebeu um guia técnico e financeiro da Coffee Initative e, em 2012, seu café foi chamado de “Best in África” em uma competição internacional de sabor. Os produtores investiram uma receita extra na comunidade, resultando em melhor escola, nova ponte, nova clínica médica, acesso à eletricidade e outras melhoras de longo prazo.

As informações são do http://gcrmag.com / Tradução por Juliana Santin 

Fonte: CafèPoint

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