Cafeicultores de Minas Gerais querem certificar produção

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Produtores de café de Minas Gerais estão certificando a produção para melhorar a qualidade do produto e atender as exigências do mercado internacional. Atualmente, o estado tem 1,5 mil propriedades cadastradas no Programa Certifica Minas Café.

Para participar do projeto, é preciso atender pelo menos, 80% de uma lista com mais de 100 itens.

– O processo de certificação é dinâmico e gradativo. O produtor vai se adequando ao longo dos anos. As adequações geram determinado custo ao produtor. Se ele [produtor] programa para conseguir atingir próximo dos 100% dos itens no prazo de três a quatro anos, fica mais viável o processo de certificação da propriedade – diz o engenheiro agrônomo da Emater-MG, André Alves Leite.

Além de cumprir um papel ambiental , o programa também agrega valor à produção. Uma saca de café de 60 quilos certificada pode ser comercializada por até R$ 15 a mais.

Os produtores cadastrados no programa também podem obter o 4C, o código comum para a comunidade cafeeira, e o selo da certificadora UTZ. Após ingressar no projeto, a propriedade é anualmente auditada pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), para avaliar se as exigências estão sendo cumpridas.

– Se encontrarmos não conformidade, nós vamos negociar com o produtor um prazo para ele corrigir isso. Tem produtores que conseguem em um mês, outros em uma semana, mas ele precisa estar dentro das conformidades. Depois que ele corrigir, nós vamos verificar e vamos dar o certificado para ele – diz o gerente de certificação do IMA, Marco Antonio Vale.

Além do café, ele explica que outros produtos também vão poder participar do programa de certificação. 

– Para qualquer tipo de produto o produtor pode buscar certificação. Nós precisamos só desenvolver padrões definidos e reconhecidos pelo mercado internacional e mercado nacional e buscar atender [as exigências]. Nós temos hoje demanda por mel, frango caipira, leite, uma série de outros produtos que estão interessados nesse programa de certificação – afirma Vale. 

Fonte: Canal Rural (Henrique Bighetti)

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