Cafeicultor busca alternativas para garantir qualidade

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Iniciou-se a colheita da nova safra de café no Brasil. De acordo com informação de diversos produtores, as lavouras estão com grande desuniformidade de maturação, o que exige maior atenção e cuidado com colheita e manejo pós-colheita.

De acordo com o leitor Antônio de Castilho, de Dois Córregos/SP, o ideal para tentar conseguir uma boa remuneração e qualidade, será baixar o custo e caprichar na colheita. "O produtor possui um tripé para melhorar sua rentabilidade: aumento de tecnologia (produtividade); gestão do negócio (custo); melhoria na colheita e secagem e por consequência melhoria na bebida (agregar valor)", comentou ele.

Muitos ainda não começaram a colheita, mas logo devem iniciá-la.

Diogo Dias Teixeira de Macedo, engenheiro agrônomo, produtor de café da Fazenda Recreio, apontou uma vantagem da fazenda, que é a boa distribuição de variedades, dividindo a maturação em várias épocas. "Iniciamos no Bourbon, passamos pelo Icatu, Mundo Novo e terminamos nos Catuaí. Isso ajuda bem a "tentar" colher maior parte de Cereja maduro, mas o clima influencia bem mais.

Welington Geraldo Rosa, produtor, classificador e degustador de café, de Campos Gerais/MG, disse que a colheita na região está em plena atividade e o que estamos observando é uma enorme desuniformidade nos grãos e peneiras muito baixas. "A qualidade de bebida tem proporcionado uma grande nuance de sabores muito desejáveis. Por isto, teremos duas pontas muito distintas, o que fará a diferença de mercado".

Como não existe uma receita de bolo, percebe-se que cada produtor busca uma saída para garantir a qualidade dos grãos colhidos e da bebida, e a rentabilidade de produção.

Fonte: CaféPoint

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