Café salta 7% em NY com expectativa de safra menor no Brasil

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Os preços globais do café arábica salta­ram mais de 7% ontem na Bolsa de Nova York com preocupações sobre a safra do Brasil, maior produtor e exportador da commodity. O contrato julho, o mais líquido atualmente, subiu 7,13%, para 213,40 centavos de dólar por libra-peso, no maior nível em 26 meses. Só em abril, a alta acumulada é de 18,5%. Isso porque a expectativa é de que o clima seco no começo do ano tenha comprometido o poten­cial produtivo dos cafezais brasileiros.

A Volcafé, divisão da trading britânica ED&F Man, estima que o País colherá 45,5 milhões de sacas de 60 quilos em 2014/15, um volume 11% menor que o projetado em janeiro. Mas partici­pantes alertam que a alta das cotações do café ainda não foi sentida pelo consumidor final por­que as torrefadoras normalmente antecipam as compras de matéria-prima.

As demais commodities negociadas em NY também oscilaram posi­tivamente ontem. O cacau fechou quase está­vel, enquanto o algodão avançou 1,13%, o suco de laranja subiu 0,62% e o açúcar bruto ganhou 0,51% nesta terça-feira Na Bolsa de Chicago, o Milho foi impulsiona­do pelo atraso do plantio nos Estados Unidos e por indícios de fortalecimento da demanda, en­quanto o trigo encontrou suporte na previsão de seca para Kansas, Oklahoma e Texas, impor­tantes estados produtores; Na contramão, a so­ja caiu pelo terceiro pregão consecutivo ontem, depois que voltaram a circular no mercado ru­mores sobre cancelamentos de compras pela China.

18.5% é a alta acumulada pelo café na Bolsa de Nova York em abril.

Fonte: O Estado de S. Paulo via Rede Social do Café

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