Café: Nova York pode voltar a testar níveis mais altos

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Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) romperam ontem a resistência a 245 cents, mas devolveram parte dos ganhos. O ambiente externo segue no radar dos operadores, mesmo com o acordo sobre aumento do teto da dívida  dos Estados Unidos.

Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) romperam ontem a resistência a 245 cents, mas devolveram parte dos ganhos. O ambiente externo segue no radar dos operadores, mesmo com o acordo sobre aumento do teto da dívida dos Estados Unidos.

De acordo com corretor da Icap, o mercado de café precisava tomar fôlego, pois os negócios no físico não entravam e Nova York estava sobrevendida, conforme previsto anteriormente. Por isso, um rali era necessário, diz a fonte.

O vencimento do café para setembro acabou encerrando em alta de 0,77% (mais 185 pontos), a 243,20 cents. A máxima chegou a marcar 248,45 cents (mais 710 pontos). A mínima foi de 240,65 cents (menos 70 pontos). Graficamente, os contratos devem trabalhar acima de 248,45 cents para indicar reversão de tendência. Caso contrário, o mercado pode oscilar dentro de intervalo entre 237,20 cents e 248,45 cents, prevê o corretor.

Embora tenham fechado longe da máxima, os futuros de café descolaram um pouco do pessimismo externo. No meio da tarde, os indicadores financeiros deterioraram, mas mesmo assim o fechamento do café foi considerado positivo. Analistas dizem que os desafios são enormes para os EUA, incluindo a perda de velocidade da recuperação e alto desemprego, em meio a uma política monetária muito frouxa. “O acordo sobre o aumento do teto da dívida não resolve problemas estruturais do país”, diz o corretor.

Além disso, a Europa voltou à cena, com investidores atentos às condições da Itália e da Espanha, pressionadas pelo mercado de dívida, onde o custo de financiamento dos países aproxima-se de níveis insustentáveis. Grécia, Portugal e Irlanda tiveram de recorrer ao socorro oficial após semanas pagando juro acima de 7% para financiarem suas dívidas no mercado.

O corretor acrescenta as cotações do café podem se manter firmes, pelo menos até o início do período de florada nos cafezais, a partir de setembro. Os diferenciais entre BM&FBovespa e ICE continuam próximos de zero, sinalizando firmeza na bolsa paulista.

Os contratos futuros de café robusta na Bolsa de Londres (Liffe) encerraram em alta ontem. O vencimento para setembro teve valorização de US$ 18 ou 0,86% e terminou a US$ 2.120 por tonelada. Há pouco setembro avançava 0,47% (10 dólares), a 2.130 dólares/t.

Os contratos futuros de arábica na BM&FBovespa encerraram em alta ontem. O vencimento setembro/11, o mais líquido, com 7.990 lotes em aberto, ganhou US$ 4,30, a US$ 321,35 a saca. O vencimento dezembro/11, com 3.916 lotes em aberto, subiu US$ 4,80, a US$ 321,30 a saca.

Mercado físico

O mercado físico de café evoluiu um pouco ontem. A alta dos contratos futuros de arábica na Bolsa de Nova York e a recuperação do dólar ante o real favoreceram os negócios. Mas o mercado segue com poucos vendedores, informa um corretor de Santos (SP). A moeda norte-americana ficou em R$ 1,5680, valorização de 0,4% no dia.

O comentário na praça de Santos (SP) é que café tipo 6, com 15% de catação, do sul de Minas, foi negociado a R$ 456 a saca. A Sagrado Coração de Jesus teria adquirido cerca de 2 mil sacas do produto.

Os pesquisadores de Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) informam que as altas nos preços externos do arábica e a valorização do dólar impulsionaram o mercado brasileiro. As negociações estiveram um pouco mais aquecidas no correr do dia. O indicador Cepea/Esalq do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, fechou a R$ 445,87/saca de 60 kg, com alta de 1,4% em relação ao dia anterior.

No mercado internacional, o limitado volume de cafés de qualidade impulsionou as cotações, já que as safras colombiana e da América Central ainda não começaram. O indicador Cepea/Esalq do robusta tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 218,61/saca, pequena elevação de 0,1% em relação ao dia anterior. O tipo 7/8 bica corrida finalizou a R$ 208,65/saca de 60 kg, avanço de 0,6% no mesmo período – ambos a retirar no Espírito Santo.

Levantamento preliminar do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostra que os embarques de grãos verdes em julho, até ontem, alcançavam 1.911.930 sacas. Em junho passado foram embarcadas 2.652.268 sacas.

Fonte: Broadcast 

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