Café em NY acumula queda de 13% em setembro

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A forte valorização do dólar frente ao real neste mês evitou que as negociações de commodities agrícolas no Brasil fossem afetadas pelas quedas nos mercados futuros no exterior e ainda tornou os produtos brasileiros mais competitivos, disseram fontes do mercado. Nos futuros de algumas das principais commodities agrícolas do Brasil, como soja, açúcar, café e milho, as desvalorizações ficaram entre 5 e 13 por cento no acumulado de setembro, sendo mais do que compensadas pela alta da moeda norte-americana frente ao real –quase 17 por cento até esta quarta-feira.

Nos futuros do café em Nova York, que registrou o menor valor desde meados de agosto nesta quarta-feira, a queda no acumulado do mês girou em torno de 13 por cento. Enquanto no açúcar a queda em setembro está em torno de 10 por cento. “O mercado de café vem caindo muito… Mas o dólar estimulou o produtor a continuar vendendo. Foi o que ajudou o exportador a continuar comprando”, afirmou o exportador John Wolthers, da Comexim, em Santos (SP).

No caso do açúcar, a queda recente nos preços futuros –que atingiram os maiores patamares do ano no mês passado, acima de 30 centavos de dólar por libra-peso– permitiu que o mercado andasse um pouco, segundo um corretor. E o câmbio também tem ajudando em uma retomada das negociações. “Hoje está começando a ter mais movimentação… o nosso produto fica mais competitivo”, disse um trader de uma multinacional, preferindo ficar no anonimato.

Fonte: AgnoCafe

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