Café da Colômbia cada dia ganha mais terreno na Ásia

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Com visão de longo prazo e graças às estratégias de qualidade, diferenciação e valor agregado da Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia (FNC), a Ásia Pacífico é uma região que cada vez ganha mais relevância para o café colombiano.

Nessa região, espera-se que o consumo de café cresça a uma taxa superior a 3,5% para 2015, continuando com a tendência positiva dos últimos anos para alcançar um volume de mais de 15,5 milhões de sacas. Nesse mercado, os cafeicultores colombianos, através da FNC, vêm aproveitando oportunidades para os cafés de alta qualidade, mediante iniciativas de geração de valor agregado e transferência de benefícios ao produtor.

O mercado asiático representa hoje em dia 18% das vendas de café da Colômbia. Esse resultado foi obtido em boa parte graças à presença da FNC por mais de cinco décadas no Japão e desde 2006 na China, dada a importância de forjar relações de longo prazo na Ásia com clientes e sócios, assim como a trabalhos comerciais e de promoção nos diferentes países.

O Japão é hoje em dia o principal mercado para as vendas diretas da FNC, segundo destino das exportações do Café da Colômbia (com exportações de mais de um milhão de sacas de 60 quilos) e um dos principais clientes de cafés de valor agregado da federação.

É um mercado que premia a qualidade, é dinâmico e inovador, o que favorece o desenvolvimento de alternativas de valor agregado para o café colombiano. Esse registra os maiores preços unitários do Japão entre os principais fornecedores: no acumulado até junho de 2015, o preço implícito médio por quilo importado foi de US$ 4,34, enquanto que para Brasil e Vietnã, os preços foram de US$ 3,77 e US$ 2,00 por quilo, respectivamente.

Isso está de acordo com a política da FNC de fomentar as vendas de café com valor agregado e de cafés especiais a clientes exigentes, com os quais se transfere maiores benefícios aos produtores e suas famílias e se tem menos vulnerabilidade à flutuação dos preços internacionais.

Da mesma forma, a geração de valor no Japão tem tido como estratégia chave o uso de marcas e iniciativa inovadoras para um mercado exigente. Por exemplo, a reconhecida marca Emerald Mountain hoje em dia lidera a reputação dos cafés especiais colombianos no mercado japonês e é comercializada pela Coca-Cola Japão, companhia que vende mais de 630 milhões de latas por ano.

Outra conquista do café colombiano no Japão é o desenvolvimento de produtos com café cultivado na região de Paisaje Cultural Cafetero (PCC), incluída pela UNESCO na lista de Patrimônio Mundial em 2011. Entre os produtos lançados no Japão com origem no PCC estão cafés torrados de Doutor Coffee (a maior cadeia de lojas do Japão, com mais de 1200 estabelecimentos) e a bebida em lata BOSS Colombia Traditional Blend de Suntory, a segunda companhia em vendas no mercado de café pronto para tomar.

Mais recentemente, aproveitando o boom de venda de café pronto para beber nas lojas de conveniência no Japão, o segmento de maior crescimento em bebidas (48% no ano passado), a Colômbia ganhou participação nesse nicho dada a crescente demanda de grãos de qualidade e o uso de marcas dos cafeicultores colombianos, como café Jazmín, que é utilizado nas bebidas preparadas nas lojas de conveniência Lawson, com mais de 10.000 pontos de venda em todo o Japão.

China
Dada a crescente importância da China como economia emergente e com um mercado de café em pleno desenvolvimento, a FNC estabeleceu desde 2006, com uma visão de futuro, uma oficina de representação com o propósito de replicar o êxito e reconhecimento obtidos no Japão com o café colombiano.

Como resultado do trabalho da FNC na China, atualmente se comercializam além de cafés especiais colombianos, café liofilizado da marca Buendía e café torrado e moído sob a marca Juan Valdez nos principais supermercados, além dos canais eletrônicos líderes desse país.

Para conseguir uma aproximação mais emotiva com os consumidores do Japão e da China, a FNC estabeleceu com êxito vários canais de redes sociais em idioma japonês e mandarín, respectivamente, para fazer chegar ao público informação recente e relevante sobre o Café da Colômbia.

Além disso, a FNC realiza intercâmbios com o emergente setor de café premium na China, realizando cursos tanto na Colômbia como nesse país e apoiando campeonatos de barismo.

Coreia
A Coreia do Sul também é um mercado importante na região da Ásia-Pacífico. É um mercado dinâmico, inovador e de crescente sofisticação, com uma população de alto poder aquisitivo aberta às novas tendências da indústria e ávida de cafés de alta qualidade e diferenciação como o grão colombiano.

Recentemente, a revista coreana Monthly Coffee Magazine, referência da indústria, dedicou espaço em suas edições mensais de março a agosto às origens regionais de Cauca, Nariño, Huila, Paisaje Cultural Cafetero (PCC), Sierra Nevada de Santa Marta e Santander, respectivamente, todas regiões produtoras de café da Colômbia.

A Coreia é também um dos países asiáticos onde a cadeia Juan Valdez Café está presente e é um importante destino do café colombiano.

Outros países
Além desses três países protagonistas na Ásia, mercados como Malásia também estão começando a representar um papel relevante para o café colombiano.

Esse país do sudeste asiático é outro que também tem recebido bem a cadeia de lojas Juan Valdez Café. É um mercado também muito aberto a novas tendências da indústria, incluída a sofisticação e a demanda de cafés premium diferenciados.

De modo que, em benefício dos cafeicultores colombianos e suas famílias, e com o trabalho constante e dedicado da FNC para abrir, desenvolver e consolidar mercados em diversas regiões, a Ásia Pacífico se converteu em uma região de grande relevância para o Café da Colômbia, que segue conquistando os mercados mais exigentes. Este trabalho forma bases sólidas para buscar alcançar bons resultados em outros países da Ásia.

As informações são da Federação Nacional de Produtores de Café da Colômbia / Tradução por Juliana Santin

Extraido site Café Point

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