Brasil põe mais café na xícara

Imprimir

O brasileiro está tomando mais café. É o que mostra levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Os dados são parciais e revelam que o consumo anual encostou em 20 milhões de sacas. O levantamento considerou os 12 meses compreendidos entre maio de 2011 e abril, e serve como indicador de tendências para o balanço total que é calculado no fim de cada ano.

Realizado pela Área de Pesquisas e Informações da Abic, o levantamento intermediário mostra que os brasileiros continuam aumentando o consumo de café. No período avaliado foram consumidas no país 19,975 milhões de sacas, o que corresponde a alta de 3,05% frente igual período dos anos anteriores. A expectativa inicial da Abic, era um crescimento de 3,5% em volume, mas mesmo tendo sido um pouco abaixo, a associação espera fechar o ano com uma demanda total de 20,41 milhões de sacas. Com isso, a meta de ter um consumo interno de 21 milhões de sacas, proposta em 2004, pode ser atingida em 2013.

“As razões do crescimento de 3,05%, menor do que o esperado pela Abic em suas previsões iniciais, deverão ser mais pesquisadas, mas podem estar relacionadas ao crescimento do consumo de produtos concorrentes no café da manhã no lar”, diz Américo Sato, presidente da entidade. Enquanto a penetração do café no consumo doméstico permaneceu elevada (95%), mas estável, os outros produtos ou categorias novas cresceram acima de 20%, como foi o caso do suco pronto (24%) e das bebidas à base de soja (29%), segundo pesquisas complementares da Kantar Worldpanel. “Essas categorias de maior valor agregado desafiam a indústria de café para a inovação e para a retomada de índices de crescimento maiores, o que pode ocorrer com a oferta de cafés de melhor qualidade, certificados e diferenciados.”

PREMIUM O levantamento intermediário mostra que o país ampliou seu consumo interno de café em 592 mil sacas nos 12 meses considerados. Entretanto, as empresas associadas da Abic que participam da pesquisa informando os volumes produzidos mensalmente mostraram uma evolução mais significativa, de 5,34% em relação a 2011.

Para a associação, contribuíram para esse aumento significativo o crescimento do consumo fora do lar; a entrada de produtos inovadores no mercado e a melhoria da qualidade, com a ampliação da oferta de produtos diferenciados.

“Acreditamos na crescente preferência dos consumidores por produtos monitorados quanto à qualidade e muitas marcas trazem os símbolos de seus programas de certificação de qualidade, como o Selo de Pureza Abic ou o Selo de Qualidade PQC – Programa de Qualidade do Café –, o que parece atrair mais compradores, fazendo com que o resultado dessas empresas seja positivo”, explica Américo Sato, para quem a “qualidade é o motor do consumo”.

Fonte: Jornal Estado de Minas

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *