Arábica sobe 22% e atinge novo patamar recorde

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Os preços do café arábica brasileiro continuam em altos patamares. O Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 433,34/saca de 60 kg em janeiro, valor 22% maior que o de dezembro/10. No mercado internacional, o contrato de arábica com vencimento em março na Bolsa de Nova York (ICE Futures) fechou o dia 30 de dezembro a 244,80 centavos de dólar por libra-peso, avanço de 4,2% em relação ao fechamento do dia 4 (dia 3 foi feriado nos EUA). A moeda norteamericana teve média de R$ 1,676/US$ em janeiro, recuo de 1,1% em relação à de dezembro.

Preço do café rio sobe cerca de 30 reais/sc neste início de ano
Os preços do café arábica bebida rio (tipo 7) começaram a reagir no mercado interno em janeiro. Em dezembro, as cotações já haviam sinalizado alta, porém, em média, continuavam praticamente nos mesmos patamares dos meses anteriores. Até o final de 2010, as cotações deste grão no mercado físico estavam em torno de R$ 230,00/saca de 60 kg. No final de janeiro, a maioria das praças já registrava negócios em torno dos R$ 260,00/sc.

Essa reação ainda é pequena se comparada à do arábica de melhor qualidade. De junho/10 (início da safra 10/11) até janeiro/11, a média do arábica bebida dura avançou expressivos 42%, enquanto o café rio, apenas 15%. Ainda que a valorização do café rio seja mais lenta, os preços deste grão têm sido considerados atrativos por vendedores. No mesmo período da safra anterior, esse tipo era vendido em torno de R$ 190,00/sc. A expectativa de colaboradores do Cepea é que o café rio valorize ainda mais nos próximos meses. Isso porque, com a menor disponibilidade de grãos mais finos, o número de compradores em busca deste tipo de grão aumentou.

O mesmo cenário tem sido verificado para outros padrões do arábica. Com a atual escassez de café com bebida dura ou melhor, alguns compradores estão adquirindo lotes com uma ou duas xícaras riadas. Esse tipo de café é superior ao tipo 7 bebida rio, porém inferior ao tipo 6 bebida dura. Assim, até mesmo esses grãos valorizaram – colaboradores do Cepea comentam que as vendas de lotes com uma xícara riada podem ultrapassar os R$ 380,00/saca de 60 kg, com possibilidade de atingir valores mais elevados se as negociações envolverem volumes maiores.

Quanto à safra 2011/12 brasileira, a primeira estimativa divulgada pela Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) no dia 6 de janeiro ficou acima do que esperava boa parte dos agentes consultados pelo Cepea. A Companhia projeta entre 41,89 e 44,73 milhões de sacas (considerando-se arábica e robusta), volume 12,9% e 7%, respectivamente, abaixo do verificado na temporada anterior (2010/11), que foi de bienalidade positiva. Se o volume estimado se confirmar, esta safra será recorde para ano de bienalidade negativa, superando, inclusive, a temporada 2009/10, quando foram colhidos 39,47 milhões de sacas. Como a temporada 2011/12 ainda está em desenvolvimento, vários fatores podem influenciar a produção até o momento da colheita. 

Série histórica do Indicador de Preços Cepea/Esalq

Média mensal: R$/sc de 60 kg (posto São Paulo)

Safra 2008/2009

Safra 2009/2010

Safra 2010/2011

jul/08

      250,52

jul/09

      247,50

jul/10

      302,36

ago/08

      248,86

ago/09

      255,34

ago/10

      313,93

set/08

      261,58

set/09

      254,29

set/10

      328,23

out/08

      256,84

out/09

      262,20

out/10

      327,15

nov/08

      261,28

nov/09

      272,55

nov/10

      355,51

dez/08

      262,04

dez/09

      281,57

dez/10

      387,01

jan/09

      268,41

jan/10

      280,75

jan/11

      433,34

fev/09

      269,34

fev/10

      278,68

fev/11

 

mar/09

      262,48

mar/10

      279,70

mar/11

 

abr/09

      260,10

abr/10

      282,17

abr/11

 

mai/09

      268,02

mai/10

      289,46

mai/11

 

jun/09

      256,64

jun/10

      305,99

jun/11

 

Média

    260,51

Média

    274,18

Média

    349,65

Fonte: Cepea/Esalq USP – Elaboração: P1 Agência de Notícias

 

 

 

 

 

Fonte: Cepea/Esalq USP

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