Agricultor paga mais caro por adubo químico

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A disparada dos preços dos fertilizantes no mercado internacional ainda não assusta o Ministério da Agricultura, que tem deixado a atuação sobre o tema da regulamentação do setor mineral para segundo plano, segundo uma fonte do governo. Nos últimos 12 meses, os preços evoluíram de forma expressiva, chegando a quase dobrar em alguns casos, conforme dados da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA Brasil).

Mesmo com essa tendência de alta, os valores estão muito distantes dos picos verificados em 2008 e 2009, quando o assunto foi uma dor de cabeça para os produtores. Além disso, a alta dos preços das commodities tem ajudado os agricultores a absorverem esse aumento de custo. "Quando se reduzem os preços, as coisas naturalmente se resolvem", disse essa fonte.

Há um ano, a tonelada da ureia era vendida a US$ 292 no mercado internacional. Hoje, está em US$ 500. O cloreto de potássio passou, no período, de US$ 375 a tonelada para US$ 550. Já o superfosfato triplo avançou de US$ 405 a tonelada, em julho do ano passado, para US$ 595, agora. Esses três tipos de matéria-prima para adubo, no entanto, estão ainda com valores distantes do recorde histórico. Em agosto de 2008, a tonelada da ureia era comercializada a US$ 870, a do superfosfato valia US$ 1,2 mil. O cloreto de potássio atingiu o pico de US$ 900 por tonelada em março de 2009.

O Ministério da Agricultura tem ciência de que, com o aumento da demanda global por alimentos, a questão dos insumos para a plantação é estratégica. Não faz parte de um cenário grave, mas precisará ser abordado com mais ênfase no futuro, disse outra fonte da área. "Principalmente porque se trata de um País que tem a meta de se tornar o celeiro do mundo", comentou.

Fonte: O Estado de São Paulo

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