5° Encontro dos Cafeicultores da Região das Matas de Minas tem excelente avaliação

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O 5º Encontro de Cafeicultores da Região das Matas de Minas foi realizado ontem, no Castelo do Café. O evento foi promovido pelo Conselho das Entidades do Café da Região das Matas de Minas, Sebrae Minas e Castelo do Café. A programação contou com palestras, painéis e mini cupping de cafés especiais.

Logo após a abertura, houve a palestra sobre Estratégia para a Comercialização de café, com o consultor Gil Barabach, da Safras e Mercados. O Gerente de Competitividade Sustentável – Sicoob Credcooper – Fábio Júnior de Carvalho falou dos impactos da Sustentabilidade Ambiental na produção de café.

A importância da Gestão na produção de Cafés foi o primeiro painel com participação dos consultores do Educampo Café Leon e Flávio Gonzaga e produtores convidados.

O segundo Painel “Da lavoura à Xícara” – também contou com cafeicultores convidados e foi mediado por Marcos Reis (Gerente Regional do Senar).

AVALIAÇÃO

Sebastião de Lourdes Lopes, presidente do Conselho das Entidades, detalha que o momento foi de reflexão sobre o trabalho realizado, além de confraternização. “É fazer um balanço juntamente com os parceiros, o Sebrae que é nossa parceria mãe, os Sicoobs da região, inclusive de Caratinga, Manhuaçu, Lajinha, Raul Soares e Muriaé; além de outras entidades. Fazer uma confraternização, analisar como foram os trabalhos, tivemos várias etapas durante o ano, os concursos de cafés, eventos como Semana Internacional do Café e também no dia a dia temos vários trabalhos para potencializar, agregar algum valor à cafeicultura. Temos um momento também de palestras, capacitação, de preparar o produtor, sempre nessa condição de café especial. Temos obtido sucesso nesse trabalho e nossos produtores têm destacado nos cafés especiais”.

Para Sebastião, o ano de 2019 foi de dificuldades para os cafeicultores, mas, o balanço é positivo. “Apesar de termos tido algumas dificuldades tanto na produtividade, no preço, agora começou a melhorar um pouco como também na qualidade. Mas, diante de tudo isso, sempre falamos que o nosso cafeicultor é um guerreiro, está sempre buscando dar volta nesses momentos. Sabemos da dificuldade, a produtividade foi muito baixa, muitos produtores não conseguiram custear todas as despesas, mas, sabemos que o café também é uma média, não trabalhamos com um ano só. Então, temos visto uma melhora nas lavouras, expectativa de safra muito boa para o ano de 2020 e com certeza nosso objetivo é buscar passar por esse momento que sabemos que já passamos em anos anteriores, adaptar à questão dos custos, não deixando de fazer os tratos culturais nas lavouras, adubação, pulverização e outros mais”.

O presidente do Conselho enfatiza que é possível perceber a garra do cafeicultor nestes momentos de adversidades. “Além de produtor, sou entusiasta, represento como presidente do Sicoob também, estamos direto envolvidos com todos os produtores, é realmente um momento de reflexão, análise, mas, os preços já estão reagindo e uma expectativa de safra boa para o ano que vem”.

Ereni Emerick, analista do Sebrae, detalha que o encontro é uma ação que faz parte do projeto Sustentabilidade e Agronegócio da Região das Matas de Minas. “O objetivo é levar informação, capacitação, principalmente, no que se refere a mercado de cafés. Estamos entrando numa nova safra, orientar o produtor sobre ferramentas de mercado e comercialização, a importância da gestão, qualidade e o cenário econômico para a cafeicultura”.

IMPRESSÕES

Os participantes puderam participar de discussões sobre a cafeicultura, resultados alcançados, comercialização e gestão estratégia.

O extensionista agropecuário Paulo César de Assis Pires analisa a importância do debate com os cafeicultores da região. “A Região das Matas de Mi nas vem fazendo um trabalho ao longo dos anos. A Emater é uma das parceiras, uma das entidades representantes do Conselho, vem junto aos produtores fazer um trabalho de melhoria na qualidade dos cafés, haja vista que mercado não temos essa possibilidade de estar alterando preços, temos que fazer um trabalho com os produtores para melhoria dos seus cafés, produção de café de qualidade, para conseguir movimentar o mercado. A Emater está nesse trabalho há um bom tempo, lado a lado com o produtor, para tentar elevar o nome das Matas de Minas no mercado”.

Paulo César também ressalta suas impressões sobre o ano de 2019 e projeções para 2020. “Esse foi um ano atípico, vários fatores interferiram, não tivemos uma produção adequada, mas, sempre estamos conversando com os produtores, não podemos desanimar. Quem mexe com café há muitos anos realmente não pode desanimar, a perspectiva para 2020 é melhor que a desse ano, com certeza esse quadro vai reverter para o ano que vem”.

O secretário de Agricultura Flânio Alves afirma que esta iniciativa do Conselho das Matas de Minas representa valorização da região. “Região que não era tanto valorizada no passado e hoje está ganhando destaque através do trabalho importante que tem sido desenvolvido. Fazemos uma avaliação positiva porque esse encontro com os cafeicultores traz essas perspectivas de mercado, essa visão diferente que o produtor pode ter do café dele, do mercado, a hora melhor de fazer as vendas de café, de como realizar os lucros nessa produção”.

A Secretaria de Agricultura também vem atuando no incentivo ao agricultor, como ressalta Flânio. “Temos atuado também especificamente na agricultura familiar que é muito forte em Manhuaçu, para que nossos agricultores que produzem uma quantidade menor de café possam também ter acesso a essas informações, para que o município possa ganhar visibilidade na produção e comercialização de café”.

O Castelo do Café abriu as suas portas para o evento. O empresário Charbel Felipe Silva acrescenta que é fundamental falar sobre comercialização do produto, sustentabilidade, qualidade e gestão para os produtores. “Os nossos cafés estão ganhando cada dia mais destaque nos cenários nacional e internacional pela sua qualidade. O balanço de 2019 é muito positivo, apesar dos preços terem deixado a desejar, mas, agora nessa reta final de dezembro os preços do café melhoraram, isso dá um ânimo novo para o produtor, que está consciente que a cada dia mais precisa trabalhar o seu custo, a sua qualidade, que dentro desse conceito, vai se remunerar melhor”.

Fonte: Portal Caparaó (Por Carlos Henrique Cruz com informações do Diário de Manhuaçu)

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