
Em 2012, o Sindicato falou em 3 mil empregos gerados no início da safra. “Este ano as contratações devem cair uns 60%”, avalia o presidente Vicente José da Silva (foto Equipe Positiva), o que reflete diretamente na vida dos trabalhadores que vivem a expectativa e fazem planos de ganhar um pouco mais neste período. “A cada ano que passa aquele grande movimento que a gente via aos sábados em Três Pontas, principalmente no primeiro dia do mês, está cada vez menor”, lamenta o sindicalista.
Outra informação é que praticamente não existe mais a contratação de pessoas de outros estados para trabalhar na colheita. No Sindicato dos Produtores Rurais de Três Pontas, as expectativas para a colheita do café iniciada há poucos dias são pessimistas. Entre os fatores está o preço pago na saca de 60 quilos, que gira em torno de R$260 a R$290, sendo que o custo médio de produção é de R$380.
O presidente Gilvan Mendonça Mesquita confirmou que a mecanização está realmente presente nas lavouras e que a cada ano a mão de obra fica mais escassa por conta das obrigações que são cada vez maiores. “O governo exige ainda que não pode contratar menores, nem deixá-los aprender a trabalhar, mas ele pode ficar livre inclusive para cometer crimes. Por estes e outros motivos, incluindo a carga tributária, é que a mecanização se tornou irreversível”, explica o presidente.
Por conta da mecanização na lavoura, Três Pontas tem caído ano a ano no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), quando sempre se destacava neste período do ano. Atualmente aparece na 18ª colocação, com 213 vagas geradas, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
Fonte: Correio Trespontano




