Em pleno auge da panha do café, há produtores rurais que optam por investir no treinamento dos funcionários, principalmente na fase do terreiro. É o caso do fazendeiro José Neto, que disponibilizou trabalhadores rurais assim como outros produtores rurais para fazerem o curso de terreireiro nesse final do mês de junho.
Para José Neto, o curso é ainda uma oportunidade para acabar com “vícios” antigos. “Também estou atendendo ao Ministério do Trabalho e Emprego quanto à NR 31 – Norma Regulamentadora e tenho a chance de fazer uma avaliação dos funcionários e detectar quais estão realmente envolvidos com o trabalho”, analisa.
Na turma de dez participantes, a única mulher se destaca. Beatriz Nicolau, a Bia, 32 anos, que há dois trabalha na Fazenda Pedra Negra, no município de Varginha, Sul de Minas. “Gosto dessa etapa no terreiro e gosto de tudo organizado”, conta. O instrutor do SENAR, Mário Martins Carvalho a elogia e confirma que ela demonstra interesse desde o início do curso.
A colheita do café vai até agosto. Como é um alimento, exige muito cuidado no terreiro, que deve ser cercado, principalmente para que animais como galinha, cães e gatos não perambulem e não defequem. Mas, a atenção deve ir além
. “Se não houver o manejo correto nessa fase, principalmente com o café verde, há uma perda rápida e significativa da qualidade.”, explica o instrutor.
Entre os tipos de chão mais comuns estão de lama asfáltica e de cimento. De acordo com Mário, deve-se evitar colocar o grão diretamente no chão de terra. A alternativa é forrar com pano. Outra dica é usar pano também por cima e evitar a lona que só deve ser colocada em dias de chuva.
No último dia do curso, nesta quarta-feira (23), o empenho da Bia foi reconhecido pelo patrão. “Vou colocá-la como responsável pelo terreiro”, concluiu José Neto.
O instrutor do SENAR, Mário Martins ao lado da trabalhadora rural, Beatriz Nicolau
Fonte: Senar Lavras




