
A agroindustrialização vem despontando na Bahia. Esse feito se deve à implantação de indústrias como a Sara Lee, que inaugurou nesta quarta-feira, 23, a segunda fábrica do País. A unidade, localizada no bairro de Pirajá, em Salvador, foi incorporada pela multinacional americana em novembro do ano passado como parte da aquisição da Café Damasco em um negócio avaliado em R$100 milhões. Devem ser gerados em torno de 500 empregos diretos, inclusive, para os cidadãos que residem nas proximidades da fábrica.
De acordo com o presidente da Sara Lee, Dantes Hurtado, a escolha criteriosa para implantar uma unidade na Bahia é conseqüência do Estado ser um dos grandes produtores de café, ocupando a 4ª posição no ranking nacional, o equivalente a produção de, aproximadamente, 2,5 milhões de sacas, correspondente a mais de 150 mil toneladas (safra 2010/11). “Através da Sara Lee o produtor terá mais facilidade para vender o café. A vinda da nossa fábrica para Salvador oferece acessibilidade à qualidade da agricultura baiana e também auxilia na agroindustrialização da Bahia”, concluiu.
Visita a Sara Lee – O secretário, que foi recebido pelo presidente do empreendimento, visitou os 16 mil metros quadrados da área total da unidade (sendo 4.600 metros quadrados de área construída) acompanhado pelo vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Vitor Ventin, diretor de negócios do Banco do Nordeste, Paulo Sérgio Ferraro, superintendente da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, Paulo Guimarães, superintendente do Banco do Nordeste, Nilo Meira, coordenador de atração de investimentos da Secretaria da Indústria e Comércio, Cristiano Penido e o superintendente de Políticas do Agronegócio da Seagri, Jairo Vaz, e conheceu de perto os equipamentos de produção, que atendem, nesta fase inicial, ao volume de produção anual de cerca de 20 mil toneladas.
Além de Pilão, com tradição de mais de três décadas no mercado nacional e a Caboclo, a idade superior a 80 anos de história, a Sara Lee comercializa também marcas como Damasco e Palheta. O Brasil não foi agraciado somente com as paisagens naturais, mas com o clima favorável que o tornou o segundo maior mercado de café do mundo e, que vem crescendo a cada ano, aproximadamente, 5% em valor, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Fonte e foto: Ascom Seagri Bahia




