
O diretor da empresa, Cláudio Melara, disse que o primeiro trimestre desse ano foi o pior dos últimos cinco anos para o setor de fertilizantes. “Vários fatores provocaram a alta de preços, como por exemplo, a dificuldade e paralisação nos embarques do produto vindo da Tunísia”, explicou.
O diretor contou aos 50 produtores de café presentes à palestra que na última semana de maio, os maiores vendedores e os maiores compradores de fertilizantes se reuniram no Qatar (Península Arábica) para discutirem as dificuldades do setor.
“Nos últimos 50 dias, a matéria-prima subiu mais e isso foi uma surpresa, porque já havia uma definição de compras por parte do hemisfério norte, que consome mais de 70% de toda a produção, o que na lógica, traria maior acomodação para o mercado, mas não foi isso que aconteceu”.
Outro fator, segundo Cláudio, que influenciou no aumento dos preços dos fertilizantes foi a alta do dólar. “O preço do produto é dolarizado em 80%”, disse.
“Em julho, o cloreto tem a tendência de subir mais em relação ao valor praticado em junho. O nitrogênio, que é o fertilizante mais consumido, tem tido grande demora de descarga no porto de Santos (SP), mas o preço para julho ainda é um mistério, podendo subir ou não. Já o fósforo, algumas empresas que venderam o produto não o compraram para fazer entrega. O produtor pagou, mas não recebeu e agora a empresas estão descobertas e terão que comprar o fertilizante para honrar com suas entregas e terão que pagar o preço de marcado, que deve ser mantido o mesmo”, informou Cláudio.
O diretor da Fertipar explicou que os caminhões que entregam açúcar no porto de Santos são utilizados para trazerem fertilizantes para distribuição. “Como está havendo menor entrega de açúcar, provavelmente o fertilizante vai demorar mais para ser carregado. Isso é um problema de logística que pode atrapalhar e influenciar no preço também”, disse ele.
“Acredito que os fertilizantes podem subir mais ainda até setembro”, finalizou o diretor da Fertipar, Cláudio Melara.
Fonte: Coffee Break




