A Ferrari do café A operação brasileira da Nespresso comemora cinco anos com o mesmo desafio de quando chegou no país: desenvolver o mercado de café gourmet, em especial a categoria monodose. "Quando cheguei a São Paulo, havia 30 mil máquinas de cafés instaladas em estabelecimentos comerciais. Hoje são 300 mil, mas ainda há muito trabalho.
Os cafés profissionais têm só 1% do mercado", diz o sueco Stefan Nilsson, diretor da Nespresso na América Latina. Para ganhar mais consumidores domésticos, a principal cartada da empresa neste ano é o lançamento da máquina Lattissima+, que chega às prateleiras das dez lojas da marca no país e em seu e-commerce no dia 16 de abril. A novidade é uma reedição da Lattissima, que basicamente faz as mesmas coisas – café curto, longo, cappuccinos e macchiatos (para eles, promete sozinha o mesmo resultado de um barista de cafeteria).
O principal diferencial é a maior cremosidade do leite e o tamanho mais compacto. A ideia é atrair os consumidores mais exibidos. Nilsson conta que os brasileiros da classe A têm com sua Nespresso uma relação muito parecida com a que os donos de Ferraris têm com seus carros: gostam de exibi-los na garagem, mostrá-los aos convidados, abrir, fechar, apresentar suas engrenagens, acelerar e acenar para as mocinhas que estão na calçada – no caso, mostrar a cafeteira, fazer o café e oferecer para degustação. "É um produto para quem gosta de gastronomia, viaja muito, gosta de transportar sua máquina e gosta de mostrá-la para os amigos", diz Nilsson. Segundo o executivo, a nova máquina vai ao encontro das atuais tendências do mercado de cafeteiras gourmet, que caminha com atenção para modelos mais compactos e "inteligentes" – suas funcionalidades podem ser acionadas por meio de um único botão.
Outra novidade da Nespresso para este ano é a reedição do blend dulsão do Brasil, que usa cafés de fazendas do interior de São Paulo. "A mudança foi a pedido da própria equipe de loja. A torra está mais sofisticada, com a doçura mais intensa", diz Nilsson. Com a mudança, o café passou de cinco para quatro, na famosa escala de intensidade da Nespresso.
Fonte: Valor Econômico




