Dólar fecha a R$ 1,70; Bovespa tem ganho de 0,47%

A taxa de câmbio doméstica oscilou novamente na faixa de R$ 1,70, enquanto o mercado reage positivamente à nova rodada de notícias positivas na Europa e nos EUA.

No Velho Continente, o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Jean-Claude Trichet, declarou que a autoridade monetária vai continuar comprando títulos soberanos, em momento delicado para esses ativos nas praças financeiras. Os clientes preferenciais desses papéis têm exigido retornos mais altos para embolsar esses papéis (refinanciando as dívidas nacionais), já que muitas nações carregam enormes deficits públicos.

O euro, que chegou a cair para US$ 1,30 mais cedo, voltou a encostar na cotação de US$ 1,32 perto do encerramento dos negócios.

Já no mercado de câmbio doméstico, a cotação da moeda americana bateu R$ 1,703 nas últimas operações, o que representa uma queda de 0,23% sobre o fechamento de ontem.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,800 para venda e por R$ 1,650 para compra.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sobe 0,47%, aos 69.671 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,18 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York avança 0,83%.

A economia americana forneceu duas das notícias mais importantes do dia: primeiro, o aumento da demanda pelos benefícios do auxílio-desemprego, que aumentaram em 26 mil unidades nas duas últimas semanas; e o crescimento de 10% nas vendas de imóveis (contratos preliminares) em outubro, bem acima das expectativas.

E por enquanto, o Banco Central está mantendo sua prática de realizar somente um leilão para compra de dólares a cada dia. Nas semanas em que o dólar oscilou abaixo de R$ 1,70, era praxe realizar duas intervenções (por volta das 12h e das 16h, hora de Brasília).

Em novembro, as intervenções do BC no mercado de câmbio contraíram bastante, chegando a menos da metade do volume contabilizado em outubro.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas subiram novamente nos contratos mais negociados.

A inflação de novembro, medida pelo IPC (da Fipe), atingiu 0,72%, ante 1% em outubro. Economistas do setor financeiro estimavam uma variação de 0,70%. Outro dado monitorado pelos agentes financeiros — a produção industrial — mostrou expansão mais moderada neste final de ano.

No contrato para julho de 2011, a taxa projetada avançou de 11,69% ao ano para 11,82%; para janeiro de 2012, a taxa prevista ascendeu de 12,14% para 12,24%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada passou de 12,31% para 12,36%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

Fonte: Folha Online