Um grupo de produtores cooperados da Cocamar seguirá no mês de maio para visitar propriedades no interior de Minas Gerais, onde é feita a mecanização da lavoura de café. O objetivo, segundo informa o coordenador de culturas perenes da cooperativa, engenheiro agrônomo Leandro Cezar Teixeira, é oferecer a eles a oportunidade de conhecerem a nova realidade da cultura, e disseminá-la no Paraná. “O cenário da cafeicultura é outro e a operação com máquinas vem para modernizar a atividade”, explica o coordenador, enfatizando a necessidade de tornar esse negócio cada vez mais competitivo.
Para isso, uma das medidas é a redução de custos com os trabalhos de colheita. “Os agricultores verão, por exemplo, máquinas fazendo a colheita”, cita Teixeira, adiantando que a Cocamar deverá trazer alguns desses equipamentos para a região já na safra deste ano.
A mecanização do café já é praticada em algumas poucas propriedades da região da cooperativa, como o município de Altônia, onde o produtor Luiz Carlos Faria implantou uma área que é considerada modelo. Faria possui 40 mil pés em 10 hectares, dos quais 32 mil foram plantados em setembro de 2008 e, com pouco mais de um ano e meio, segundo o cafeicultor, deve produzir de 12 a 15 sacas beneficiadas por hectare, a mesma produtividade dos cafezais em plena produção. Nos restantes oito mil pés de Catuaí Vermelho, com idade de oito anos, são produzidos de 60 a 70 sacas beneficiadas por hectare, ou seja, a produtividade que a nova área deve atingir aos três anos.
Fonte: Flamma Comunicação




