A situação dos cafeicultores na Zona da Mata (MG) é difícil. A falta de recursos, principalmente para a colheita, tem feito com que os produtores vendam o café a preços muito baixos para que possam ao menos pagar seus funcionários. Essa má fase chega à região logo após problemas com o enchimento do grão causados pelas condições climáticas.
?Nós poderíamos fazer um financiamento com recursos do governo, com juros baratos, credenciando a entrada de café no mercado e, posteriormente, com isso, ter uma alta nos preços?, diz o presidente do Sindicato Rural de Lajinha (MG), Jefferson Salomão Fadlalallah.
Além da safra cheia que está prestes a chegar ao mercado, o que provoca uma pressão nos preços, a qualidade do café ofertado pelos produtores da Zona da Mata é baixa. ?A florada foi desuniforme, e isso influencia muito na qualidade, e também a falta de granação. É um café pequeno e de má formação?, explica Fadlallah.
Diante disso, os preços continuam ruins para os cafeicultores e a necessidade de políticas de incentivo à comercialização aumenta a cada dia. ?Não existe política para a agricultura nesse país. Quando ela chega, o produtor já morreu. O próprio Funcafé tem R$1 bilhão na conta e não chega ao produtor. Isso nos força a vender o produto?, lamenta o presidente do Sindicato Rural de Lajinha. O produtor lembra ainda que a situação do café já é delicada há muitos anos, e que o preço do café não sofre reajustes enquanto ?tudo sobe?.
Fonte: Redação NA




