Porto Seco Sul de Minas investe R$ 70 milhões para ampliar capacidade de exportação de café

Complexo localizado no Sul de Minas conta o maior armazém climatizado para café no Brasil

O Porto Seco Sul de Minas, localizado em Varginha, está investindo R$ 70 milhões no processo de ampliação do espaço, especializado em armazenamento, logística e exportação de café. A expectativa é que, com o investimento, o novo local movimente, por dia, 100 contêineres de café. O complexo já conta hoje com o maior armazém climatizado no Brasil, totalmente voltado ao café, com uma área de 4.000 m² e temperatura a 18°C. Atualmente, todo o complexo tem uma capacidade de armazenar até 600 mil sacas de café.

Dentro do processo de expansão, está o investimento em um maquinário de R$ 25 milhões para fazer o blend de cafés – para ter volume, cafés de diferentes produtores com a mesma característica são misturados antes da exportação. Cada tulha (um tipo de silo) movimenta um volume de 40 mil sacas de café ao mesmo tempo. O maquinário tem 12 mil m².

“O projeto nosso em café chega a 4 milhões de sacas de armazenagem, nós já estamos em 2 milhões com essa ampliação”, revela o diretor de café do grupo Porto Seco, Matheus Paiva. “A gente já está fazendo mais 18 mil metros quadrados, onde 6.000 metros foram desenvolvidos para o maquinário de café”, afirma. Paiva espera que, dentro de 60 dias, o novo espaço já esteja em pleno funcionamento – a inauguração ainda depende de alguns trâmites burocráticos de alfândega junto à Receita Federal.

Hoje, o complexo já conta com 300 mil m² de área construída, mas tem capacidade para ampliação em até 1 milhão de m². O local movimenta R$ 5 bilhões em mercadorias por mês, entre café e outras commodities. 

Além dos investimentos em expansão, o Porto Seco também já começou os testes para emitir o certificado fitossanitário para permitir a exportação – o documento, emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atesta que os produtos cumprem as regras sanitárias. “Há duas semanas, a gente recebeu, junto ao Ministério da Agricultura, autorização para fazer a exportação sem emissão da DU-E (Declaração Única de Exportação). O que é isso, basicamente? A gente pode emitir o fitossanitário sem emissão da DU-E”, afirma Matheus Paiva.

A ideia é agilizar a emissão, que geralmente é feita nos portos e muito demorada. “Ele (Mapa) autorizou os recintos de Minas Gerais a fazer este serviço. Então, nós estamos investindo de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões para iniciar esse serviço onde o exportador vai passar com o contêiner dele”, afirma. “Isso vai gerar um custo muito mais barato para o exportador. Hoje, em Santos, ele está pagando entre R$ 1.700 a R$ 2.000, aqui será em torno de R$ 1.000”, calcula. 

Publicado por: Raíssa Pedrosa O TEMPO | AGRO