Pesquisa identifica nove genótipos de café canéfora com alta produtividade no Espírito Santo

Pesquisa da Ufes realizada durante seis anos em Jaguaré avaliou 48 genótipos de café canéfora e identificou nove materiais com média de 140 sacas por hectare ao ano

Uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em uma propriedade rural de Jaguaré, no Norte do Estado, avaliou, durante seis anos, o desempenho de 48 genótipos de café canéfora em condições de campo. Após quatro colheitas, com três repetições e sete plantas por parcela, o estudo identificou nove materiais que apresentaram média de 140 sacas por hectare ao ano.

Os genótipos selecionados foram AS6, B11, 07, VR11, B12, R22, RG2, LB80 e AS2. Os materiais são todos provenientes de Rondônia e foram avaliados em uma área conduzida com alto nível tecnológico e elevado uso de irrigação.

A lavoura foi implantada em 2021 e reúne materiais de diferentes origens. Do total avaliado, 39 são híbridos de robustas, resultado de cruzamentos entre robustas e conilon, provenientes de Rondônia. Os outros nove são genótipos de porte médio a alto, selecionados no Espírito Santo.

Para o professor da Ufes e coordenador do projeto, Fábio Luiz Partelli, os resultados ampliam os materiais disponíveis para que o cafeicultor possa escolher o que utilizar no plantio.

“A pesquisa avaliou, em condições de campo, com repetições e manejo de alto nível tecnológico, quais clones foram os melhores e mais produtivos. Confirma que alguns clones realmente são bons e traz informações de que outros, ainda pouco cultivados, também apresentam ótima qualidade produtiva. Esse resultado vem para somar, ajudar o agricultor a decidir o que cultivar e fazer as suas combinações de plantio”, destaca Partelli.

O coordenador disse ainda que, entre os materiais que apresentaram bom desempenho, estão clones já conhecidos por parte dos cafeicultores e que podem ser encontrados com viveiristas, como AS2, LB80 e R22.

O trabalho foi coordenado pela Ufes, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e do produtor rural Atayde Armani, dono da propriedade onde foram realizados os estudos.

Publicado por: Rosimeri Ronquetti | Portal Conexão Safra