Nas alturas do Caparaó, a magia do café ganha sabor e identidade

Cultivado entre 800 e 1.400 metros de altitude, o café é produzido por famílias de Minas Gerais e Espírito Santo

Na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo, o Café do Caparaó tem ajudado a transformar a realidade de uma região marcada por baixos índices de desenvolvimento humano. Baseada na agricultura familiar, a cafeicultura vem impulsionando o empreendedorismo e criando novas oportunidades para as comunidades locais.

Inspiradas pelas montanhas do Caparaó, que abrigam o Pico da Bandeira e uma das mais importantes áreas de preservação da Mata Atlântica, as famílias produtoras fazem da bebida um retrato da cultura e da identidade regional, transformando o terroir em uma verdadeira expressão da história e da riqueza natural.

Cecília Nakao, presidente da APEC (Associação dos Produtores de Café Especiais do Caparaó), foi uma das palestrantes do Connection Terroirs do Brasil, que aconteceu em Gramado (RS).

A doçura natural e a diversidade sensorial dos cafés são resultado da interação entre os diferentes microclimas da região montanhosa e o manejo adotado pelas famílias produtoras.

Com Denominação de Origem que abrange 16 municípios ao redor do Parque Nacional do Caparaó, a região apresenta altitudes entre 800 e 1.400 metros e reúne características únicas de clima, solo e relevo.

“Cada produto se torna uma experiência única”, destacou Cecília, ressaltando que os sabores e aromas singulares dos cafés contam um pouco da história das famílias que vivem da atividade.

Publicado por: Mundo Agro|Fabi Gennarini