O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) terá novamente uma estrutura específica para cuidar dos assuntos da cafeicultura, o Departamento de Café (Decaf). A confirmação veio na manhã dessa terça-feira (21/6), durante audiência do ministro da Agricultura Blairo Maggi com os presidentes das Frentes Parlamentares do Café, deputado federal Carlos Melles (DEM-MG) e da Agropecuária, deputado federal Marcos Montes (PSD-MG), o deputado federal Evair de Melo (PV-ES), o deputado federal Paulo Foleto (PSB-ES), o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), o presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC) Silas Brasileiro e outras autoridades.
O retorno do Departamento do Café, extinto em julho de 2015, é uma vitória do setor. Para o deputado Evair de Melo, secretário-geral da Frente Parlamentar Mista do Café, a estrutura no ministério é importante nos encaminhamentos das decisões da política cafeeira no País. “A partir de agora, o ministério reunifica os assuntos do setor em um único departamento, garantindo o andamento das agendas do Conselho Deliberativo da Política Cafeeira de seus Comitês Diretores, que estavam dispersas em diversos departamentos, causando desencontros e impactos negativos”.
No encaminhamento ao MAPA no início de junho, pedindo o retorno da estrutura, os parlamentares apontaram as consequências negativas da extinção do departamento, entre as quais estavam também o aumento da burocracia e sinergia com o setor privado e a negligência quanto a participação do Brasil na Organização Internacional do Café, que reúne governos dos países produtores para delinear os rumos da economia cafeeira mundial. Na audiência os presentes discutiram ainda a indicação do nome para a direção do Departamento de Café (Decaf) do Ministério.
“No caso específico do café, discutimos uma pauta ampla, iniciando pelo reposicionamento do café, especialmente no fortalecimento e valorização do Departamento de Café (Decaf) e do Conselho Deliberativo da Política Cafeeira (CDPC), no Ministério”, disse Carlos Melles.
O deputado informou ainda que colocou em discussão a questão emergencial que aflige produtores do Sul de Minas e parte de São Paulo, que tiveram grandes perdas já que a produção de 2016 foi prejudicada pela chuvarada de maio que derrubou grande percentual de grãos e a chuva de junho está dificultando muito a colheita em Minas e em São Paulo. No Espírito Santo, a falta de chuva prejudicou a safra. “Nestes casos pedimos o estudo para um novo Preço Mínimo de Garantia (que hoje está em R$ 307,00, que de longe não cobre sequer o custo de produção), e também um Prêmio Pepro. Como presidente da Frente do Café alertei ainda sobre a questão do Funcafé: a quem o fundo está servindo de fato? Para os produtores não chega estes recursos”, disse o deputado.

Ao final do encontro em Brasília, Carlos Melles manifestou que tem muita esperança no ministro Blairo. “Com o novo ministro é outro mundo, sempre aberto e transparente e que desde que assumiu já mostrou que trabalha para que tenhamos de volta uma política efetiva para o produtor”, pontou o deputado, destacando que “para isso acontecer o café precisa, mais que nunca, fazer valer sua representação e seus representantes. Como disse há poucos dias, não estamos verbalizando, mas o SOS Café continua”.
A cadeia do café gera 8,4 milhões de empregos e divisas da ordem de US$ 6,7 bilhões. De acordo com o parlamentar, o setor está comprometido com o ajuste fiscal necessário para a retomada do crescimento do País. “Por isso, nossos esforços em manter estrutura organizacional exclusiva para um setor muito importante na economia brasileira, que precisa funcionar bem e continuar crescendo”, explicou Evair.
Fonte: Com informações da Assessoria de Comunicação dos Deputados Federais Carlos Melles e Evair de Melo e fotos de Antônio Araújo/MAPA






