Produtor de Varginha fala sobre mudanças climáticas, custos de produção, preço da saca e as expectativas para os próximos anos
Celebrado em 1º de outubro, o Dia Internacional do Café reforça a importância de uma das principais culturas agrícolas do Brasil e especialmente de Minas Gerais, estado que ocupa posição de destaque na produção nacional. No Sul de Minas, região fortemente ligada à cafeicultura, produtores convivem com um cenário marcado por oportunidades, mas também por desafios cada vez maiores dentro e fora das lavouras.
Em Varginha (MG), município conhecido pela forte participação no comércio e na cadeia produtiva do café, o proprietário da Fazenda dos Tachos, Adelino Roberto Bernarde, acompanha de perto as transformações que vêm ocorrendo no setor. Para ele, produzir café atualmente exige planejamento, atenção ao mercado e, principalmente, capacidade de adaptação.
Entre as maiores preocupações do produtor estão as mudanças climáticas. Períodos prolongados de estiagem, temperaturas elevadas, chuvas em épocas diferentes do esperado e eventos climáticos mais intensos podem interferir diretamente na florada, no desenvolvimento dos frutos e na produtividade das lavouras.
As alterações no clima também dificultam o planejamento do cafeicultor. Uma sequência de condições desfavoráveis pode comprometer não apenas uma safra, mas influenciar o desenvolvimento das plantas e a produção dos anos seguintes. Por isso, investimentos em manejo adequado, conservação do solo e uso mais eficiente da água ganham cada vez mais importância nas propriedades.
Outro ponto acompanhado de perto é o preço da saca de café. Apesar de períodos de valorização do produto trazerem melhores perspectivas de receita para os produtores, Adelino ressalta que é necessário analisar também o aumento das despesas envolvidas na produção. O valor recebido pelo café é apenas uma parte da equação econômica de uma propriedade.
Clique aqui e confira a entrevista completa realizada pela TV Princesa.
Fonte: TV Princesa





