Colheita do café ganha ritmo e reforça cuidados com a qualidade

Com o avanço da safra nas regiões atendidas pela Cooxupé, orientações técnicas ajudam a preservar o potencial dos grãos

colheita do café já começou e deve ganhar ritmo nas próximas semanas em praticamente todas as regiões atendidas pela Cooxupé. Por isso, o Departamento de Desenvolvimento Técnico de Araguari reuniu orientações para apoiar os cooperados nas etapas de colheita, secagem e armazenamento, fundamentais para a qualidade final dos grãos.

Apesar de algumas intempéries climáticas terem ocorrido no decorrer da safra, o bom volume de chuva na fase de granação será importante para a formação dos frutos e para um bom desenvolvimento vegetativo. Neste momento da safra, a adoção de boas práticas na colheita e no pós-colheita contribui para preservar o potencial de qualidade construído ao longo de todo o ciclo produtivo.

Qualidade na colheita do café começa com o preparo da propriedade

Antes da colheita, é importante se atentar para a manutenção preventiva das máquinas e equipamentos. A começar pelo determinador de umidade, para garantir precisão nas amostras coletadas na propriedade antes de iniciar o beneficiamento. O objetivo desse cuidado é evitar o envio de café fora do padrão desejado.

Com os equipamentos preparados, o próximo passo é adotar boas práticas ao longo de todas as etapas da colheita e do pós-colheita, fatores que influenciam diretamente a qualidade final dos grãos.

1 – Ponto de colheita

Iniciar com, no máximo, 15% de frutos verdes (Café Natural). E, no caso das propriedades produtoras de Cereja Descascado (CD), iniciar com 30% de frutos verdes.

2 – Estádio de maturação

O ponto de maturação denominado “cereja” é considerado o ideal para obtenção de cafés de alta qualidade. Então, é importante iniciar a colheita de modo a conseguir colher ao máximo estes frutos.

3 – Tempo de espera

O ideal é que este café seja encaminhado o mais rápido possível para a unidade de processamento (terreiro e/ou secador). Apesar das dificuldades operacionais encontradas no campo, é necessário não exceder o prazo máximo de seis horas em locais de clima mais ameno e quatro horas nos locais de clima mais quente.

4 – Secagem

É uma das etapas de maior importância e impacto sobre a qualidade do café. Uma secagem bem conduzida é essencial para a definição da qualidade e armazenamento seguro.

No geral, o café é colhido com teores de água elevados, próximos de 60% de umidade. Para armazená-lo em segurança, é necessário que desidrate até os 11% de umidade no grão. No início da secagem, o café perde água mais rapidamente, por isso, logo no início da secagem, é necessário mantê-lo em camadas finas no terreiro.

  • 4.1 – Secagem em terreiros (Café Natural):

              Início: 14 litros/m².

              1ª dobra: 2 a 3 dias de sol

              2ª dobra: 4ª ou 5ª dia de secagem

              3ª dobra: 6ª ou 7º dia de secagem

  • 4.2 – Secagem em terreiros (Café em Pergaminho):

            Início: 7 litros/m²

            1ª dobra: 1 a 2 dias de sol

            2ª dobra: 1 a 2 dias após 1º dobra

            3ª dobra: 4º ou 5º dia

Abaixo de 16% de umidade, o café encontra-se em uma faixa segura para armazená-lo em coco ou pergaminho por curtos períodos de tempo. Como uma pausa emergencial no terreiro, mas não é a ideal para o armazenamento prolongado (acima de 30 dias).

É muito importante que, a partir da meia seca, o café seja enleirado e coberto todos os dias. Recomenda-se realizar esta tarefa no período por volta das 15 horas.

5 – Umidade

A faixa ideal segura para o beneficiamento deve ser de 10,8% à 11,2% de umidade. Superior a isso causa branqueamento, risco de ação de micro-organismos e perda de qualidade acelerada. Por outro lado, umidades inferiores causam excessiva quebra de grãos, além da perda de peso. 

6 – Conclusão

A colheita é o principal momento da vida do cafeicultor. É hora de colher os frutos que foram semeados sempre com muito amor e paixão pelo café.

O comprometimento dos cooperados com a qualidade é percebido pelo Departamento de Desenvolvimento Técnico em cada safra. Esse trabalho, construído desde o manejo da lavoura até o pós-colheita, fortalece a competitividade da cafeicultura e contribui para melhores resultados econômicos para os produtores.

Que tenhamos uma farta e abençoada colheita em 2026!

Mais informações para a sua safra

Da colheita de café ao armazenamento, o acesso à informação de qualidade é um aliado importante para a tomada de decisão no campo. Continue acompanhando o Hub do Café para conferir conteúdos técnicos, tendências e orientações que contribuem para a competitividade da cafeicultura.

Publicado por: Hub do Café