Volume de precipitação superou os índices dos quatro anos anteriores e dificultou etapas da colheita e do pós-colheita
O excesso de chuva registrado durante a safra de café de 2026 trouxe dificuldades aos produtores e acendeu um alerta para a preservação da qualidade dos grãos em Andradas e todo o Sul de Minas.
As precipitações intensas interferiram no desenvolvimento dos frutos, nas atividades de colheita e nos procedimentos realizados após a retirada do café das lavouras.
Os dados da estação meteorológica instalada no Campo Experimental da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) demonstram a diferença em relação aos anos anteriores. Entre maio e julho, o volume acumulado de chuva foi de 11 milímetros em 2022, 35 mm em 2023, 12 mm em 2024 e 47 mm em 2025. Em 2026, o índice alcançou 141 mm.
Segundo a pesquisadora da Epamig Vanessa Figueiredo, as chuvas durante as fases de desenvolvimento e colheita dos frutos provocaram diferentes impactos nas plantações. Entre eles estão mudanças na fisiologia do cafeeiro, como floradas fora de época, além de dificuldades nas operações de colheita e pós-colheita.
A umidade prolongada do solo também prejudicou o acesso de máquinas e trabalhadores às lavouras. Além disso, a chuva favoreceu a queda dos frutos, tornando mais difícil tanto a retirada daqueles que permaneceram nas plantas quanto o recolhimento dos que caíram no chão.
A demora nessas atividades pode comprometer a qualidade do produto, devido à proliferação de microrganismos responsáveis pela deterioração e pela produção de microtoxinas.
As condições úmidas também favoreceram a sobrevivência da broca-do-café, considerada uma das principais pragas da cultura.
A safra de café em Minas Gerais para 2026 é estimada em aproximadamente 34,96 milhões de sacas de café arábica, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Publicado por: Portal da Cidade Andradas





