Os cafeicultores mineiros discordam do IBGE de que a safra de café deste ano será superior à esperada: de 45,6 milhões, divulgada em maio, para 47,8 milhões de sacas.

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Lajinha, Júlio Guimarães, também discordou do IBGE: “A previsão não reflete em nada a realidade da nossa região, Matas de Minas. Não vejo possibilidade nenhuma de concretização dos níveis que o Instituto divulgou”. Segundo ele, na maioria das cooperativas a quebra é evidente: “Há produtores da região com a safra estimada em 20% do que foi colhido em 2016. Também não constatamos melhoria na qualidade, como foi divulgado pelo IBGE”.

Reflexos
O presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Patrocínio, Osmar Júnior, também contestou os números do relatório: “Aqui, no Cerrado Mineiro, polo da cafeicultura, tivemos redução de rendimento. Esperávamos recuo de 20 a 25%, já que 2016 foi uma boa safra. Mas o que ocorreu foi uma segunda quebra de 20% no rendimento sobre a primeira”.
Segundo ele, a qualidade dos grãos também não está boa. Outro agravante tem sido o preço pouco remunerativo ao produtor, em um ano de dificuldades: “Para a próxima safra, é esperada nova quebra, por causa da seca. O cafeicultor precisará do apoio das instituições bancárias e do trabalho das instituições sindicais para colher bem a próxima safra”.
Fonte: Ascom FAEMG




