
A cadeia produtiva nacional é reconhecida como produtora de cafés de variados tipos e sabores, de qualidade excelente. Café commodity, porém, com enorme valor agregado, o que significa a conquista da condição de maior independência, valorização e equilíbrio, frente às oscilações do mercado. A diferenciação competitiva requer, consequentemente, o investimento em capacitação da cadeia produtiva, para agregar conhecimentos e informações que possibilitem aos agentes tomarem decisões, mediante grandes desafios e oportunidades. Investimento em pesquisa e tecnologia e, cada vez mais, inovação e marketing; além de políticas públicas, para assegurar o investimento na melhoria da qualidade do grão, nos tratos culturais e em safras bem posicionadas, dentre os melhores cafés do mundo.
O setor produtivo tem consciência quanto ao preparo exigido para enfrentar situações desafiadoras, em um mercado crescentemente competitivo. Todos os anos, produtores, torrefadores, exportadores reúnem-se em eventos promovidos em Seattle (EUA), Tóquio (Japão), Melbourne (Austrália), Rimini (Itália) e em outras cidades e países que produzem pouco ou nada do grão. Em 2013, o Brasil realizou a primeira Semana Internacional do Café – SIC, juntamente à reunião pelo cinquentenário da OIC (Organização Internacional do Café), atraindo para a capital mineira total de 12 mil visitantes de 70 países e R$ 70 milhões em negócios.
Em 2014, BH sediará, novamente, o evento que será realizado, de 15 a 18 de setembro, pela FAEMG, Café Editora e Sebrae. A previsão é de geração de R$ 85 milhões em negócios e incremento de 15% sobre os resultados de 2013. Esta será, certamente, oportunidade valiosa de reunir a cafeicultura brasileira e compradores internacionais, mostrando ao mundo a qualidade do produto nacional. Uma das principais novidades da edição é o 1º Fórum de Agricultura Sustentável que debaterá o desenvolvimento integrado da cadeia produtiva, com olhar voltado, especialmente, aos aspectos econômico, social e ambiental. Na outra ponta da cadeia, o Cafeteria Gourmet oferecerá capacitação técnica e orientação em planejamento de negócios para empreendedores de food service. A iniciativa de abrangência internacional demonstra devido entendimento do setor cafeeiro, quanto à relevância de unir esforços para a troca de conhecimentos, planejamento de longo prazo e constante capacitação profissional dos agentes da cadeia produtiva.
* Breno Mesquita – Diretor da FAEMG
Fonte: Estado de Minas via FAEMG

