Condições para ocorrência:A umidade relativa alta e temperatura amena favorecem a esporulação. Na presença de umidade suficiente os esporos germinam e penetram diretamente pela cutícula ou por aberturas naturais das folhas. No fruto, o fungo pode atingir as sementes e por elas ser transmitido. Plantas com deficiências nutricionais, principalmente de nitrogênio, são mais susceptíveis ao ataque do patógeno.
Identificação:
Nas folhas aparecem lesões circulares de 0,5 a 1,5 cm de diâmetro, com coloração pardo-clara ou marrom-escura, com centro branco-acinzentado, envolvidas por anel arroxeado, dando a aparência de um olho. Em estádios mais avançados da doença, geralmente no centro das lesões surgem pequenas pontuações pretas. As folhas atacadas caem rapidamente, ocorrendo desfolha e seca dos ramos (basta uma lesão por folha para causar sua queda). Nos frutos as lesões ocorrem ainda quando são pequenos, aumentando na fase da granação. A lesões estão predominantemente nas faces dos frutos mais expostas ao sol, na forma de pequenas manchas castanhas, deprimidas, alongadas no sentido das extremidades. Com o envelhecimento as manchas ficam com aspecto ressecado e escuro, com a casca (na região da lesão) aderente ao fruto, que pode apresentar-se chocho.
Sintomas



Medidas de controle:
- construção de viveiros em local bem drenado, arejado;
- manutenção das plantas bem nutridas;
- controle da irrigação;
- evitar excesso de insolação nas mudas;
- fazer controle preventivo a partir do primeiro ou segundo par de folhas das mudas;
- em plantios novos, havendo períodos de seca, recomenda-se a aplicação foliar de fungicidas conjuntamente com nutrientes;
- em cafezais mais velhos (2º e 3º anos) o controle químico coincide com o utilizado para ferrugem.

