De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o mercado de cafeterias cresce 20% ao ano e já contabiliza mais de 2,5 mi estabelecimentos no País. Essa impulsão do setor está ligada diretamente à evolução da qualidade do que é produzido no Brasil, que vai do cultivo à hora da torra, especialmente após a implantação do Programa de Qualidade do Café (PQC), em 2004, que certificou 50 marcas.
O Café São Braz Coffee Shop é um bom exemplo dos investimento das cafeterias no Recife. A loja passou por uma repaginada na arquitetura, o que inclui aumento de tamanho para atingir a expansão do seu público. A loja quase que dobrou em metros quadrados e o investimento para a reforma da cafeteria foi da ordem de R$ 400 mil. Para servir café? Muito mais que isso. De acordo com o gerente nacional do Marketing do São Braz, Carlos Frederico Dominguez, as seis unidades do grupo na cidade oferecem cardápio regional para crescer o faturamento. “São mais de quatro tipos de café para conquistar o consumidor que anda bastante exigente. Hoje, ele vai aos pontos de venda para tomar um café com preparo esmerado”, garante Dominguez.
Mesmo com a diversidade de produtos oferecidos nas cafeterias conhecidas pela população, na São Braz, o café representa mais de 50% das vendas da unidade, sendo o expresso o mais comercializado. O mesmo acontece nas unidades do Grupo Delta Café, que comercializam cerca de 25% a 30% do café como produto individual, mas levando em conta as bebidas feitas à base de expresso, também representa metade das vendas.
“Pernambuco está, cada vez mais, apresentando um quadro de crescimento nessa área. E estamos acompanhando esse crescimento. Os dados referentes à nossa empresa, por exemplo, no canal distribuição de grãos, marcam um crescimento médio anual (últimos três anos) de 16,5%. No canal AFH – Away From Home (cafeterias), já que somos de mercado internacional, temos crescimento acima de 20%”, garante a diretora de Marketing do Delta Cafés, Karla Paes.
Fonte: Folha de Pernambuco




