Os produtores foram pegos de surpresa. No dia primeiro de junho, a saca do café tipo seis, bebida dura, foi negociada a R$ 504. Na última semana do mês, a cotação foi para R$ 462.
Com a oscilação do mercado, o produtor do sul de Minas adotou uma postura mais cautelosa. Como os preços chegaram a patamares bem altos recentemente, muitos agricultores estão capitalizados e preferem esperar o momento certo para vender o café.
O cafeicultor Guido Reguim tem 120 mil pés plantados em 30 hectares. Ele já colheu 20% das 600 sacas esperadas para essa safra, mas nem quer saber de negócios por enquanto. “O café está com preço bom, mas a gente espera que melhore ainda mais. Agora não é hora de se precipitar e colocar o grão no mercado”.
Sem a pressa dos produtores para comercializar a safra de 2011, o movimento nos armazéns é bem pequeno. Guilherme Salgado, da Cooperativa de Varginha, acredita que o recebimento deve ser normalizado em cerca de 30 dias.
Segundo o presidente do Centro do Comércio de Café de Varginha, Archimedes Coli Neto, o alto consumo e os baixos estoques, principais fatores que levaram o preço a disparar há um ano, ainda permanecem. Por isso, existe a expectativa que o produto volte a se valorizar tanto no mercado interno como no externo.
Fonte: Globo Rural




