
Para negociar o café no mercado externo por um preço melhor, um grupo de vinte produtores quer investir na venda direta. Daí surgiu a busca por um selo de uma certificadora brasileira, sendo esta uma exigência do comprador externo. Os produtores estão recebendo apoio para divulgar o café do Sul de Minas na Europa. Em agosto, representantes do Consulado de San Marino também estiveram em Caconde/SP. No município, 
Vale destacar que San Marino é um dos menores países do mundo e está localizado numa região central da Itália. Ocupa uma área de 60 quilômetros quadrados e tem uma população de 30 mil habitantes. É a república mais antiga do mundo, fundada no ano 301. Apesar do número reduzido de moradores, San Marino recebe mais de 3,5 milhões de turistas por ano, sendo um público que já conhece a qualidade do café produzido no Sul de Minas.
SELO DE CERTIFICAÇÃO

O ID Café é um selo garantidor de que a propriedade certificada atende ao Sistema de Cafeicultura Sustentável – SCAS. Tem por missão otimizar a gestão normativa da produção sustentável de cafés especiais, fomentando a preservação da natureza, assim como o bem estar social e econômico das comunidades envolvidas e a preservação das identidades culturais locais e regionais. É necessário o aumento da eficiência produtiva, sem o aumento de área de produção, sempre em harmonia com o meio ambiente, promovendo o bem estar social e a busca de novas oportunidades de mercado para o produtor. O ID Café vem ao encontro dessas necessidades, promovendo às propriedades certificadas orientações seguras e diferencial de qualidade no mercado. Como diferencial, prevê completa rastreabilidade com código de barras e código QR.
UMA GRANDE OPORTUNIDADE

Giuseppe Lantermo argumentou que San Marino é um pequeno país e não tem nenhuma vantagem e nem capacidade de entrar na luta das milhares de toneladas. Diante disso, o país procura importar um café de alto valor técnico de qualidade, se tornando um “trampolim” para toda a Europa.
O Consul acrescentou que, através de um café de qualidade, o produtor da região passa a contar com um preço mais elevado. ‘Temos que colocar na Europa um café de alta qualidade”, disse. Segundo ele, a Itália é o maior mercado europeu do café brasileiro. Portanto, com o desembarque em San Marino, é possível abrir um ninho de mercado bastante positivo. Até porque San Marino faz parte do Mercado Comum Europeu e usa o Euro. “É uma entrada privilegiada e os brasileiros saem na frente”, falou.
Giuseppe Lantermo também destacou o diferencial na qualidade do café produzido na região. Trata-se de um café de montanha. Através do selo de certificação e da rastreabilidade, existe uma grande chance de sucesso no mercado europeu. Revelou que apresentou a ideia e os amigos de Muzambinho aceitaram o desafio, saindo na frente.
Falando sobre o carinho e admiração pela região, o Consul revelou que já possui residência em Caconde/SP. Também destacou o grande potencial do Brasil para o turismo, revelando seu conhecimento sobre o país.
PARCERIA POSITIVA AO PRODUTOR

Alfredo Eduardo acredita que o momento é histórico para a cafeicultura de Muzambinho. Até porque o produtor vem sofrendo com os baixos preços do produto no país e com o alto preço dos insumos. “Acho que esta parceria chega num momento certo”, disse. Explicou ainda que o Blend Sammarinese foi desenvolvido em função da demanda de mercado. Já o selo ID Café vai dar amparo à qualidade do produto na Europa.
Fonte: A Folha Regional




