
Conforme Paulino da Costa, os cafeicultores cooperados deverão entregar este ano cerca de 3,5 milhões de sacas de café, o que corresponde a uma queda de cerca de 15% em comparação com o ano passado (4,1 milhões de sacas). "Devemos ter uma quebra", afirma Paulino da Costa, argumentando que o café tem como característica a bienalidade (um ano de safra cheia é seguido de outro com baixa colheita).
Amanhã, produtores de café, principalmente de Minas, vão se reunir com a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, na Cooxupé. A ideia é formalizar documento reunindo as reivindicações da cafeicultura, para ser entregue ao governo. São aguardadas cerca de 200 lideranças do setor produtivo.
Um dos principais pedidos é o reajuste do preço mínimo de garantia, que atualmente é de R$ 261 a saca de arábica. Estima-se que o custo de produção está em cerca de R$ 336 a saca. A medida, no entanto, precisa ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que se reunirá na próxima quinta-feira (25). Com o reajuste do preço de referência, políticas de apoio poderiam ser adotadas. Segundo Paulino da Costa, o produtor de café tenta segurar a produção, à espera de melhores preços.
Fonte: Agência Estado




