Barreiras comerciais entre a União Europeia (UE) e a Colômbia começam a cair a partir de quinta-feira, quando um acordo entre ambos começa a vigorar após anos de negociações.
Significa que o pescado e o café colombiano, por exemplo, terão mais vantagem no mercado europeu que esses produtos originários do Brasil, uma vez que serão submetidos gradualmente a tarifa de importação menor.
As alíquotas para produtos industriais e pescado serão eliminadas ao longo de dez anos. As de produtos agrícolas, em 17 anos, prazo enorme que reflete o persistente protecionismo europeu nesse setor.
A Comissão Europeia, braço executivo da UE, estima que, quando o acordo tiver eliminado as tarifas, companhias dos dois parceiros poderão economizar pelo menos € 500 milhões por ano. Mas a UE diz que o maior benefício do acordo é um novo regime comercial com mais transparência e mais aberto aos negócios, podendo criar novas oportunidades para empresas e consumidores dos dois parceiros.
Enquanto as negociações com o Mercosul continuam estagnadas, a UE aproxima-se mais dos países do Pacto Andino. Um acordo com o Peru começou a vigorar em março, agora é a vez da Colômbia, e negociações com Equador e Bolívia estão no radar. O entendimento UE-Colômbia inclui regras sobre direitos humanos, implementação de convenções internacionais sobre direitos do trabalhador e de proteção ambiental.
A Colômbia, que começou a negociar sua entrada na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o que pode dar um selo de qualidade à sua economia na percepção de países desenvolvidos, negocia também a Aliança do Pacífico com Chile, México e Peru.
O Uruguai, sócio do Mercosul, já pediu para ingressar na Aliança do Pacífico como observador.
Valor Econômico
Assis Moreira | De Genebra




