
Em janeiro, Felicori relata que na região da Cocatrel choveu apenas entre 28 e 98 milímetros, sendo apenas 30mm em Três Pontas. “E essas chuvas além de serem só pancadas ainda foram irregulares”, disse, em entrevista à Agência SAFRAS. Em fevereiro ainda não houve nenhuma precipitação. O momento agora é crucial para a safra 2014 e a cada dia sem chuva as perdas vão se agravar no sul de Minas Gerais. “A fase é de expansão do fruto, em que se precisa de muita água, que vai determinar a peneira do café”, caracteriza.
O que ameniza o quadro até agora é que choveu bastante no inverno, 27 dias, afirmou Felicori. Havia reserva de água, assim, até a semana passada o quadro ainda parecia bom nos cafezais. Mas, essa semana o cenário mudou e as perdas já são evidentes. “Às 06 da manhã a temperatura é de 18 graus, e às 06 da tarde de 34 graus. Isso é péssimo pro café”, comenta, referindo-se à elevada amplitude entre mínima e máxima no dia.
Com o clima seco e quente, Felicori diz que os grãos vão ficar mais miúdos e assim a quebra de safra é inevitável. Normalmente, são necessários 400 a 500 litros para uma saca, e esse ano serão necessários de 550 a 600 litros, indica. Antes, esperava-se uma safra na região da Cocatrel próxima a de 2013. Em Três Pontas, imaginava-se uma produção em torno de 500.000 sacas, mas agora esse número já deve ficar mais para 450.000 sacas.
Fonte: Safras & Mercado via Revista Cafeicultura




