Semana: café volta a testar os U$3,00 por libra em NY em Abril

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O mercado internacional de café teve um mês de abril de altas nas cotações, que passaram também às cotações no Brasil. O destaque foi que na Bolsa de Nova York para o arábica (ICE Futures) o mercado voltou a testar a linha psicológica importante dos US$ 3,00 por libra-peso. O aperto na oferta contra a demanda segue dando sustentação, mas parece claro que é preciso um "fato novo" para as cotações superarem de vez esse patamar.

O mercado vem de temporadas seguidas de queda nos estoques globais, o consumo é crescente e a produção mundial decepcionou nos últimos anos. Em 2011, o Brasil colhe uma safra pequena dentro da bienalidade. Além disso, países produtores de cafés arábica suaves/lavados de alta qualidade, como Colômbia e nações da América Central, estão tendo números desapontadores em relação a estimativas iniciais. Tudo isso garante sustentação para os preços internacionais, mas a pergunta que permeia as discussões é se "o preço já não subiu o bastante?".

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, há claramente no mercado o receio em torno do abastecimento, que justificou a disparada do preçoda bebida. "Estoques baixos, em particular de café certificado em bolsa, e ausência de uma sinalização futura de crescimento expressivo na oferta. Isso tudo mantém a demanda sobre pressão e esse sentimento é traduzido em uma postura muito mais comprada que vendida", comenta Barabach. Assim, os momentos de realizações de lucro e acomodação técnica na Bolsa de NY, que baliza as cotações internacionais, até com viés corretivo, são prontamente seguidos por novas compras, o que não permite que a cotação do café em NY se distancie do patamar de 300 centavos de dólar.

Barabach observa que o período climático mais crítico contribui com esse sentimento de insegurança no mercado de café. "É o inverno no Brasil que se aproxima e a colheita que se inicia no país. E duas coisas que não podem  acontecer nesse período: frio demais, que prejudique as lavouras, e chuva  demais, que atrapalhe o andamento da colheita e prejudique a qualidade da  bebida", diz. Ele frisa que a qualidade segue escassa no mundo, e uma perda de  qualidade na bebida brasileira não seria nada boa para o comprador mundial. "A corda está esticada demais, o que não permite deslize no lado produtivo. Por  isso, a tensão que cerca o mercado", descreve.

Por outro lado, se os preços não caem por conta do temor no abastecimento também não consegue ir além dos US$ 3,00 por libra-peso. Esporadicamente  chegou a romper essa linha, mas sem demonstrar sustentação para dar  consistência a prosseguimento ao movimento, lembra o analista. Quando o café  se aproxima dessa linha são acionadas as ordens de venda, interrompendo a  sequência altista. A justificativa para a elevação das ordens de venda tanto  dos comprados como por parte das origens, é que o mercado já subiu o bastante.

"O fato é que para vencer essa barreira dos 300 centavos é preciso algo mais. A variável climática deve trazer estresse, em função da vulnerabilidade na oferta. Mas é preciso alguma coisa mais concreta para mexer de forma mais contundente e consistência sobre a inclinação da curva de preço", acredita Barabach. E, se isso não acontecer, é natural esperar uma acomodação na linha dos preços, com mercado se preparando para a chegada da nova safra brasileira. Embora seja uma safra menor, é sempre um novo ponto de oferta, o que equilibra as relações com a demanda, conclui Barabach. 

No balanço mensal em NY, o contrato julho fechou a quinta-feira (28 de abril) a 299,20 centavos de dólar por libra-peso, tendo assim um ganho acumulado no mês de 12,2% no comparativo com o final de março, quando a bolsa fechou o dia 31 daquele mês em 266,75 cents/lb.

Já no mercado físico brasileiro, os preços subiram um pouco menos. Isso se explica pela iminência da entrada da safra nacional e pela baixa do dólar. A moeda americana caiu de R$ 1,631 no fim de março para R$ 1,572 em 28 de abril, queda no mês de 3,6%. Os vendedores seguram os grãos à espera de valorização, enquanto o comprador aguarda o incremento na oferta com a chegadada produção 2011, o que mantém fraco o ritmo de negócios. 

No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa subiu de R$ 525,00 a saca em 31 de março para R$ 560,00 a saca em 28 de abril, o que significa uma elevação no mês de 6,6%.

Fonte: AgnoCafe

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