Regiões produtoras de café devem ter chuva e frio nesta semana

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Após a ocorrência de geadas e chuvas, julho terminou com tempo aberto e sem chuvas em todas as regiões produtoras de café do Brasil. Com isso, os trabalhos de colheita e secagem dos grãos voltaram a se intensificar nos últimos dias. Mas, mesmo com a retomada desses trabalhos, a colheita ainda se mantém atrasada em praticamente todos os Estados. Nesta semana, a previsão para as regiões produtoras é de frio e chuva.

Em São Paulo, apesar do tempo seco, apenas 65% dos cafezais já foram colhidos; em Minas Gerais esse percentual é de 67%. Mas o grande problema nesses principais Estados produtores está sendo a qualidade dos grãos. As recorrentes chuvas que vem ocorrendo sobre as regiões da Mogiana paulista e do Sul de Minas Gerais está provocando uma depreciação na qualidade dos grãos e com isso, a oferta de qualidade está baixa este ano. O excesso de umidade sobre os grãos acelera o processo de maturação, além de acelerar também a sua decomposição. Assim, muitos produtores não conseguem produzir cafés do tipo cereja descascados ou até mesmo de qualidade superior.

No Paraná, as geadas ocorridas há 15 dias causaram sérios prejuízos aos cafezais, sendo que muitos terão que ser decepados ou até mesmo replantados. Já que 52% dos cafezais já haviam sidos colhidos até a ocorrência das geadas, as principais perdas estarão na próxima safra. Após avaliações preliminares, acredita-se que de 30% a 40% da safra 2014 poderá estar comprometida.

Previsão do tempo

Este inverno está sendo bem mais úmido do que o normal, o que afeta ainda mais a qualidade dos grãos e, consequentemente, a oferta de cafés de qualidade no mercado. Nesta semana, volta a chover e faz frio em áreas de café, por conta de uma nova frente fria e de uma massa de ar polar associada. Entre a terça, dia 13 e quarta, dia 14, a frente fria avança pelo Paraná, São Paulo e Sul de Minas Gerais, levando chuva para estas regiões.

Na sequência, uma massa de ar polar, que é intensa no Sul, deve avançar também pelo Brasil Central. No entanto, o frio não deve ser atingir com intensidade as regiões produtoras de café do Sudeste, por conta da umidade deixada pela frente fria e também em função da Corrente de Jato (região de ventos fortes em altitude), que deve proteger as áreas de café do frio mais intenso. As mínimas chegam aos 3ºC no norte do Paraná, mas não baixam de 6ºC no sudoeste paulista.

Fonte: Rural BR

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