Mesmo com dia negativo, café na ICE consegue manter range

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Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US encerraram esta quinta-feira com altas, sendo que as cotações flutuaram próximas dos níveis constituídos ao longo dos últimos dias. Os preços continuam com um suporte na safra menor que a esperada da Colômbia, no entanto, eles não avançaram mais durante o dia por conta da força do dólar em relação a outras moedas internacionais.

No encerramento do dia, o maio teve alta de 140 pontos, com 131,10 centavos de dólar por libra peso, com a mínima em 129,50 e a máxima em 131,80 centavos por libra, com o julho tendo valorização de 20 pontos, com a libra a 131,45 centavos, sendo a máxima em 132,10 e a mínima em 130,25 centavos de dólar. Na Euronext/Liffe, a posição maio teve alta de 8 dólares, com 1.292 dólares por tonelada, ao passo que o julho teve oscilação positiva de 8 dólares, com 1.331 dólares por tonelada.

"Ainda há algum fundamento construtivo por trás do mercado, já que temos muito pouco café de alta qualidade para ofertar", disse Marcio Bernardo, analista de café da Newedge.

Tal fator ocorre especialmente por conta da safra menor da Colômbia, disse Bernardo, que destacou que uma infestação de broca trouxe grandes prejuízos para o departamento (Estado) de Caldas, que é o terceiro maior produtor do país. Ainda não há muito café novo disponível chegando ao mercado para mudar tal situação. "A força do dólar trouxe uma pressão mais forte sobre o complexo de commodities, mas o café conseguiu ainda conseguiu manter alguns níveis de preço", disse Bernardo.

A força do dólar faz com que as commodities se tornem mais caras em outras moedas. O dólar subiu em relação ao euro, por conta, principalmente, da questão das dívidas da Grécia, em especial após o Serviço de Investimento do Moody’s ter rebaixado o rating do país, ficando em um dos menores níveis possíveis. Após o fechamento do café, o euro caiu para 1,3307 dólares, contra 1,3393 dólar da quarta-feira.

Sterling Smith, diretor de negócios de commodities e analista da Country Hedging, apontou que o julho continua tendo potencial para ficar acima do suporte ente 130,00 e 131,00 centavos, apesar de alguma pressão técnica. O julho ficou próximo da mínima de 130,00 centavos por libra, menor patamar registrado desde 25 de fevereiro. Smith ainda ressaltou que o temor com as questões de débitos na Europa ainda têm um impacto potencial sobre o café e outras commodities, particularmente por fazerem com que o dólar ganhe mais força, o que faz com que vários investidores procurem se afastar de mercados de maior risco.

As exportações de café do Brasil em abril, até o dia 20, somaram 1.043.510 sacas, contra 918.871 sacas do mesmo período de março, de acordo com o Cecafé ( Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa nova-iorquina tiveram queda de 676 sacas, indo para 2.442.281.

Os contratos em aberto na bolsa nova-iorquina apresentaram um aumento de 696 posições, indo para 133.205.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 16.248 lotes, com as opções tendo 2.136 calls e 1.142 puts. Tecnicamente, o maio tem uma resistência no patamar de 132,10, 132,15, 132,30, 133,00-133,10, 134,00-134,05 e 135,00 centavos por libra peso, com o suporte se localizando em 130,25, 130,00, 129,50, 129,10-129,00 e 128,30 centavos.

Fonte: Agencia Dow Jones e Agnocafe

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