CNA apresenta nova linha de crédito destinada à cafeicultura

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A nova linha de crédito de R$ 300 milhões destinada a quitação de dívidas de financiamentos que foram utilizados exclusivamente na cafeicultura foi apresentada pelo presidente da Comissão Nacional de Café, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Breno Mesquita, nesta quinta-feira (12), na sede da CNA, em Brasília. Os recursos para este financiamento foram aprovados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) E virão do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). “Esta é uma grande novidade para o setor, se for bem aplicada, irá resolver boa parte dos problemas dos produtores desta cultura”, ressaltou Mesquita.

Segundo o presidente da Comissão, esta forma de financiamento vem sendo discutida desde o ano passado com o objetivo de encontrar meios para auxiliar o produtor a saldar suas dívidas. Com esta nova linha de crédito, aquele que está pagando um financiamento ou que já não consegue mais saldar os débitos, tem direito ao limite de crédito de R$ 200 mil, a taxa de juros de 6,75% ao ano e o prazo de pagamento de cinco anos.

Para garantir que o produtor consiga vender seu produto pela melhor cotação, ainda é possível contratar, por meio deste financiamento, o seguro de preço.  Com este formato, o produtor paga o valor prêmio por saca, seguindo a cotação do momento. Assim, será estabelecido o preço mínimo de comercialização para estas sacas durante cinco anos. No momento da venda, durante todo esse período, caso a cotação do café esteja abaixo do valor acordado, o banco pagará a diferença. Dessa forma, o produtor terá condições de continuar tendo renda e saldar seus compromissos.

Durante a reunião também foi abordado o seguro rural. De acordo com a superintendente técnica da CNA, Rosemeire Santos, este instrumento deve ser tratado de forma independente para cada cultura. “O seguro para a fruticultura foi a nossa primeira conquista e estará disponível para a próxima safra”, afirmou. Para tanto, veio ao Brasil uma resseguradora da Espanha com experiência no seguimento, para ir a campo e desenvolver o produto adequado para as necessidades da fruticultura brasileira. “Pretendemos fazer da mesma forma para outras culturas como o café e a aqüicultura, que possuem muita demanda”, ressaltou Rosemeire Santos.

Participaram do encontro representantes das Federações da Agricultura e Pecuária dos Estados de Goiás (FAEG), São Paulo (FAESP), Santa Catarina (FAESC), Minas Gerais (FAEMG), da Federação da Agricultura do Paraná (FAEP), do Banco do Brasil, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), Conselho Nacional do Café (CNC), cooperativas de produção, associações e sindicatos rurais de diversas regiões do país.

Fonte: Revista Cafeicultura

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