Varginha (MG) registra chuvas superiores à média em outubro

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O índice pluviométrico do mês de outubro em Varginha (MG), no sul de Minas Gerais, foi de 121,2 milímetros, volume superior à média histórica para o mês, que é de 112,3mm. No final do mês, foi registrado um déficit hídrico de 86,8mm, segundo o levantamento do Procafé (Programa de Apoio Tecnológico à Cafeicultura) de Varginha, ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A evapotranspiração em Varginha foi indicada em 79,0 mm em outubro.

A temperatura média no período foi de 20,6C, inferior a média histórica, que é de 20,7 graus em outubro. A temperatura máxima absoluta foi de 33,7C e a mínima 10,7C. Quanto ao crescimento vegetativo, 1,7 nós por ramo foi o crescimento médio anotado, valor semelhante à média histórica.

Em relação especificamente a doenças, nas lavouras sem controle, amostradas na Fazenda Experimental de Varginha, o índice médio de infecção por Ferrugem foi de 2,6%, com inoculo do ciclo anterior, aponta o Procafé. A infecção por cercóspora teve média de 2,0%. Já a phoma não teve incidência.

O bicho mineiro teve ataque médio de 3,3% de folhas com larvas vivas. O ácaro vermelho não teve incidência, enquanto não houve a amostragem da broca, segundo o Procafé.

O Procafé ainda divulgou um ALERTA GERAL para as regiões avaliadas:

"- Os índices pluviométricos de outubro ficaram acima das evapotranspirações do período. Mesmo assim as quantidades de água armazenadas ao final deste mês ainda estão insuficientes para algumas regiões. Para as regiões de Varginha e Boa Esperança o regime pluviométrico não foi suficiente para manter o armazenamento ideal de água no solo. Os déficits hídricos reduziram para 86,8 mm e 161,8 mm nestas duas regiões, mas ainda estão abaixo dos índices médios com reflexos negativos na safra futura. Para os cafeicultores irrigantes que tem seguido as orientações de suprimento de água nos meses anteriores, não é necessário irrigar no início de novembro. Para os que ainda não iniciaram as irrigações recomenda-se uma suplementação de 20 e 60 mm, respectivamente. Poderá ser feitos novos ajustes neste mês se as precipitações forem inferiores a evapotranspiração, suplementando esta diferença.

– Os índices de ferrugem e cercospora nas lavouras sem controle amostradas apresentaram inoculo do ciclo anterior. Por se tratar de inoculo residual, o controle da ferrugem é recomendado com aplicação de fungicidas sistêmicos de solo a partir de novembro, e/ou foliares protetivos/sistêmicos conforme evolução epidemiológica.

– Os índices médios de ataque do Bicho Mineiro estão na faixa 3,5% nos talhões amostrados. Deve-se efetuar o monitoramento, principalmente em lavouras novas e controle com inseticidas específicos quando os índices de folhas com larvas vivas ultrapassar os 5%.

– Em relação à infecção de phoma deve-se efetuar o monitoramento. Mediante ocorrência de florada significativa no início de outubro, para lavouras com potencial produtivo e histórico de ocorrência recomenda-se efetuar controle com fungicidas específicos".

Fonte: Agência Safras

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