Universidade, empresa e governo: união pela qualidade do café mineiro

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Na quinta e sexta-feira (4 e 5), o setor de cafeicultura da Universidade Federal de Lavras (UFLA) foi sede de um encontro baseado na tríplice hélice: universidade, empresa e governo. O modelo é simples e tem tido sucesso no sistema agroindustrial do café: uma empresa reúne um grupo de especialistas para debater os desafios da cafeicultura, convida extensionistas, pesquisadores e profissionais de referência para contribuírem com o debate e o resultado é que todos saem ganhando.

Dando nomes aos elos desta tríplice hélice: o grupo Experts Café, formado por extensionistas da Emater-MG com o apoio da Syngenta Proteção de Cultivos, participou de um workshop de atualização em qualidade de café, com o professor do Departamento de Engenharia (DEG/UFLA), Flávio Meira Borém e outros profissionais do setor. O Programa Experts Café foi lançado há dois anos, com a participação de 50 extensionistas que trabalham com o café no Sul de Minas. O modelo deverá ser expandido em breve para outras regiões de Minas e até para outros Estados.

Referência em qualidade do café, o professor Borém apresentou resultados de pesquisa, de forma teórica e prática, para o grupo de extensionistas. Na abordagem sobre pós-colheita e qualidade do café, ressaltou a importância de aproximação entre a pesquisa e a extensão, destacando os técnicos como multiplicadores do conhecimento e interface fundamental para o levantamento de demandas. O professor apresentou algumas instruções que estão relacionadas à produção de café de qualidade, possibilitando o levantamento e diagnose do que vem sendo feito em diferentes municípios produtores do Sul de Minas.

Para o gerente da cultura do café da Syngenta Proteção de Cultivos, Rogério Vargas, o apoio à criação de grupos de discussão entre técnicos e especialistas em cafeicultura objetiva o  fortalecimento da atividade de forma global, contribuindo para a sua sustentabilidade. Parte-se da ideia de que a troca de informações e experiências resultam em melhores práticas agrícolas e a consequente melhoria da rentabilidade do produtor. Vargas defende que a sinergia entre os pesquisadores, extensionistas e os profissionais da iniciativa privada proporciona o oferecimento de soluções para o setor de forma muito mais ampla do que apenas a oferta de produtos.

Na avaliação do gerente executivo do Polo de Excelência do Café, Edinaldo José Abrahão, que atuou na Emater-MG durante 36 anos, a aproximação entre os elos da cadeia representa uma evolução. Segundo ele, as empresas do setor já entenderam que para serem competitivas elas terão que ouvir os profissionais que estão diretamente ligados ao campo, como os extensionistas, que trabalham diretamente com a transferência de tecnologia e representam o elo com o produtor. “Isto não envolve apenas a venda de produtos, mas a prospecção de demandas reais para incentivar a inovação desejada pelo setor”, reforça.  

Fonte: Polo de Excelência do Café

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