Sul de Minas registra redução da área do café

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Com a consolidação da safra 2019 de café, confirmou-se a expectativa de produção menor que àquela apresentada no ano anterior. A influência exercida pelos efeitos fisiológicos oriundos da bienalidade negativa, algumas intempéries climáticas registradas em regiões cafeicultoras importantes durante o ciclo também impactaram nos números finais, analisa a Conab – Companhia Nacional de Abastecimento.

De modo geral, foram obtidas aproximadamente 49,31 milhões de sacas beneficiadas em 2019, representando decréscimo de 20% em relação ao exercício passado. Abaixo você confere o detalhes por estado produtor:

Minas Gerais
Sul de Minas (Sul e Centro-Oeste): redução da área em produção e do rendimento médio da cultura em comparação ao ano anterior, refletindo assim em uma produção final inferior aos 17,9 milhões de sacas colhidas em 2018. Foram produzidas cerca de 13,98 milhões.

Cerrado Mineiro (Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste): diminuição de área, de produtividade média e de produção, alcançando 4,59 milhões de sacas beneficiadas. Zona da Mata Mineira (Zona da Mata, Rio Doce e Central): redução de área e produtividade média. O volume final colhido ficou em 5,35 milhões de sacas.

Norte de Minas (Norte, Jequitinhonha e Mucuri): produção menor que aquela obtida em 2018, devendo ficar em 628,7 mil sacas beneficiadas.

Espírito Santo
As condições climáticas verificadas ao longo do desenvolvimento da cultura oscilaram e, atrelados a isso, os efeitos da bienalidade negativa trouxeram a diminuição de rendimento médio e de produção total em comparação a 2018, alcançando cerca 13,49 milhões de sacas, com uma produtividade média de 34,27scs/ ha

São Paulo
Com uma produção predominantemente de café arábica e uma safra de bienalidade negativa, a previsão de redução em relação a 2018 se confirmou. Foram 4,34 milhões de sacas beneficiadas, representando diminuição de 31,1% em comparação ao ano passado.

Bahia
Diminuição de área em produção e de rendimento médio, perfazendo uma produção aquém daquela obtida em 2018. Ao todo foram colhidas 3 milhões de sacas. As três regiões produtoras do estado (Cerrado, Planalto e Atlântico) apresentaram números inferiores aos apresentados na safra passada.

Rondônia
A produtividade média cresceu, especialmente em razão do uso de matérias genéticas de maior potencial produtivo e do manejo mais tecnificados que os produtores têm implantado em suas lavouras. Dessa forma, mesmo com diminuição da área em produção, o volume final obtido foi superior aquele registrado em 2018. São cerca de 2,2 milhões de sacas de café, exclusivamente do tipo conilon, colhidas neste ano (aumento de 11,1% em relação ao ano passado).

Paraná
A área em produção e a produtividade média reduziram 1,6% e 3,2%, respectivamente, quando comparadas a 2018. Tais variações perfizeram uma produção inferior àquela apresentada na safra anterior, ficando em 953 mil sacas de café.

Rio de Janeiro
A produção foi menor 29,2% menor que as 346 mil sacas beneficiadas no ciclo passado. Ao todo foram produzidas.

Goiás
Os incrementos verificados na área em produção e no rendimento médio potencializaram o resultado final da safra, que fechou em 249,3 mil sacas beneficiadas. Cerca de 245 mil sacas de café beneficiadas em 2019, tal número foi 27,6% superior à produção alcançada na temporada anterior.

Mato Grosso
Diminuição de 9,5% na área em produção, porém crescimento de 28,8% no rendimento médio, ambos em relação à safra passada, contribuindo para uma produção de 121,4 mil sacas de café beneficiadas, 16,5% a mais que na última safra.

Fonte: Climatempo via Terra

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