Somar indica que safra brasileira de café pode atingir no máximo 55 Mi de sacas

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As chuvas ocorridas em boa parte das áreas produtoras de  café nesses últimos 10 dias possibilitaram a elevação e manutenção dos níveis de água no solo. Consequentemente, estão dando condições para um bom pegamento da florada, até porque muitos produtores já realizaram as primeiras adubações, o que vem a auxiliar no desenvolvimento  dos chumbinhos. Os comentários partem do boletim semanal agrometeorológico da Somar Meteorologia.

Contudo, segundo a Somar, mesmo com os solos apresentando bons níveis de água armazenada e a planta vegetando bem, muitos cafezais estão apresentando um nível de desfolha um pouco elevado. Não são todos os cafezais que estão assim, aponta o boletim, mas um percentual entre 20% e 30% dos cafezais apresenta um índice de desfolha superior à média para o período. Muito disso está diretamente ligado ao período seco ocorrido entre o outono e inverno e à forte onda de calor que atingiu as áreas de café entre final de setembro e inicio de outubro. Dessa forma, uma grande parte dos botões florais que abriram e deixaram a planta completamente branca, não irão vingar e, portanto, não irão formar chumbinhos, caracteriza.

Nessas lavouras onde a desfolha foi maior, indica a Somar, os percentuais de pegamento estão variando entre 25% e 40%, onde o normal para o café é entre 50% e 70%. Sendo assim, a produção nacional de café, para a safra 2012 poderá atingir, no máximo, a casa dos 55 milhões de sacas, segundo estimativas preliminares, diz a Somar.

Mas, se a estiagem provocou perdas à produtividade, ela trouxe benefícios à cafeicultura, pois devido ao forte estresse hídrico a maturação dos botões florais foi uniforme, o que irá resultar numa uniformidade na maturação dos grãos e, consequentemente, num produto de qualidade superior, coloca o boletim. Portanto, para a safra 2012, se haverá uma produção menor do que se estimava anteriormente, o mesmo não poderá ser dito da qualidade do café, atenua.

Para os próximos 10 dias, prevê a Somar, não são esperadas chuvas em nenhuma região produtora de café de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo. As chuvas só deverão retornar a essas áreas após o dia 10/11. Entretanto, como as temperaturas ainda continuarão baixas ao longo desse período, a evapotranspiração e a demanda hídrica da planta permanecerão mais baixas do que o normal para o período. Dessa forma, mesmo com a ausência de chuvas nesses primeiros 10 dias de novembro, os danos à cafeicultura serão mínimos, para não falar nulos, aponta a Somar.

Falando sobre os demais países produtores, como Colômbia, El Salvador e Guatemala e Peru, a Somar destaca que as fortes chuvas que vêm ocorrendo sobre esses países têm afetado muito a produção de cafés finos. As chuvas, muitasvezes torrenciais, estão impossibilitando que a colheita prossiga em condições ideais e, além disso, a secagem dos grãos, que em sua grande maioria é feita ao ar livre, está totalmente comprometida. As perdas não estão sendo só observadas na qualidade, mas também estão ocorrendo perdas na produção, devido aos fortes temporais e alagamentos de áreas produtoras, comenta.

Para essa semana são esperadas mais chuvas sobre todas essas regiões atingidas, prevê a Somar, o que irá manter as condições desfavoráveis aos trabalhos de colheita e secagem dos grãos. Mantendo, dessa forma, quedas na produção e na qualidade dos cafés produzidos nessas regiões, conclui.

Fonte: Safras & Mercado

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