Sob pressão, café na ICE recua para mínima de mais de dois meses

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Os contratos futuros de café arábica negociados na ICE Futures US tiveram uma nova sessão caracterizada por perdas. Com a predominância de vendas especulativas, o março se afastou do nível de 140,00 centavos e encerrou nos menores níveis de preço em mais de dois meses, apenas consolidando um viés amplamente baixista para o grão.

As liquidações fizeram com que os preços fossem efetivamente mais pressionados na segunda metade do dia e o encerramento se distanciasse relativamente do marco psicológico. As ações de rolagem de posição continuaram a ser o destaque na bolsa nova-iorquina, principalmente entre o março e o maio, com o segundo contrato já estando, consideravelmente, com uma liquidez muito mais efetiva.

Tecnicamente, o café continua a sofrer com um quadro nitidamente baixista e a tendência de curto prazo, na visão da maior parte dos operadores, é de manutenção das liquidações, com a possibilidade de se buscar baixas históricas, com intervalos entre 140,00, 135,00 e 130,00 centavos para a posição maio. Fundamentalmente, o mercado não conta com novidades.

A safra considerável do Brasil nesta temporada já está consideravelmente precificada, além do temor com as quebras na América Central, devido à ferrugem do colmo, já ter sido também "diluído" por parte dos players. A diminuição constante dos diferenciais entre arábicas e robusta tem sido assunto constante entre os participantes, sendo que muitos deles avaliam que esse fator pode abrir espaço, caso o ritmo de retração continue constante, para uma nova mudança na estrutura de compras dos comerciais.

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No encerramento do dia em Nova Iorque, a posição março teve queda de 190 pontos, com 138,75 centavos de dólar por libra peso, com a máxima em 141,65 centavos e a mínima de 138,30 centavos, com o maio tendo retração de 165 pontos, com 141,60 centavos por libra, com a máxima em 144,50 centavos e a mínima em 141,10 centavos. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março teve alta de 30 dólares, com 2.066 dólares por tonelada, com o março apresentou queda de 4 dólares, com 2.066 dólares por tonelada, com o maio ficando estável, no nível de 2.092 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o dia foi marcado por um início tímido e com preços flutuando próximos da estabilidade, o que fazia com que os players previssem uma possível consolidação de curto prazo do março próximo dos 140,00 centavos. No entanto, as vendas especulativas voltaram a ganhar corpo e algumas liquidações na segunda metade do dia permitiram que uma nova onda negativa ganhasse consistência, com o fechamento se dando no intervalo de 138,00 centavos.

Os mercados externos tiveram um dia de calma, com vários deles operando próximos da estabilidade e não influenciando diretamente o comportamento de segmentos de risco, como é o caso do café.

Fonte: AgnoCafe via Costa Comissária

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